Economia

03/01/2017

Atacado paulista volta a gerar empregos formais em outubro, aponta FecomercioSP

Segundo a Entidade, setor criou 357 postos de trabalho no mês, ante os 1.234 perdidos em setembro

São Paulo, 03 de janeiro de 2017 - Em outubro, o comércio atacadista no Estado de São Paulo gerou 357 empregos com carteira assinada, resultado de 13.840 admissões e 13.483 desligamentos. Com este último movimento de mão de obra, o estoque ativo do atacado paulista atingiu 493.241 trabalhadores em regime CLT. No saldo de janeiro a outubro foram 6.175 empregos formais a menos no setor do Estado de São Paulo. Contudo, este cenário se apresenta mais ameno na comparação com o mesmo período do ano passado, já que nos dez primeiros meses de 2015 foram extintos 11.777 postos de trabalho com carteira assinada.

Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentação declaradas pelas empresas do atacado paulista. As informações mostram o nível de emprego do comércio atacadista em dezesseis regiões e dez ramos de atividade. A FecomercioSP passou a acompanhar tais dados em fevereiro de 2016.

Das dez atividades pesquisadas em outubro, oito apresentaram queda no estoque de empregos na comparação com o mesmo mês de 2015. Os destaques negativos foram eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (-7,2%); máquinas de uso comercial e industrial (-5,2%) e material de construção, madeira e ferramentas (-5,0%).

Já os segmentos que apresentaram crescimento na geração de empregos foram os de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (1,4%) e energia e combustíveis (1,1%).

No saldo acumulado de 12 meses, onde se registra perda de quase 12 mil vagas, as funções com maiores reduções de vagas são a de condutores de veículos e empilhadeiras (-2.468 vagas) e gerentes de áreas de apoio (-2.062 vagas).

tabela_pesp_atacado_outubro_2016
De acordo com a FecomercioSP, assim como o varejo, o atacado paulista voltou a gerar vagas celetistas no mês de outubro, o que significa praticamente um aumento residual do mercado de trabalho, porém, como a Entidade havia projetado, já esperava-se um desempenho positivo de vagas puxado exatamente por uma recuperação, também tímida, dos indicadores do comércio varejista. Há uma correlação direta das vendas do varejo e pedidos no atacado e tal realidade é ainda mais visível próximo ao Natal, onde o varejo se abastece para a melhor data do ano.

A Federação reitera que por mais que a atual realidade econômica se mantenha ainda muito crítica, há melhores expectativas para 2017. Este otimismo garante desligamentos mais amenos, o que, por sua vez impossibilita no curto prazo grandes saldos negativos.

Atacado paulistano
Foram gerados, em outubro, 301 empregos com carteira assinada no comércio atacadista da cidade de São Paulo. A ocupação formal atingiu 205.555 empregados. Já o saldo acumulado dos últimos 12 meses ficou negativo em 5.931 empregos, o que levou à diminuição de 2,8% do estoque total de trabalhadores na comparação com outubro de 2015.

Das dez atividades pesquisadas, quatro registraram saldo negativo de empregos em outubro. Os destaques negativos ficaram por conta dos setores de eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (-120), material de construção, madeira e ferramentas (-54) máquinas de uso comercial e industrial, (-23) e produtos químicos, metalúrgicos e agrícolas (-15). Por outro lado, o atacado de alimentos e bebidas e de tecidos, vestuário e calçados abriram 190 e 98 novas vagas no mês, respectivamente.

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado) analisa o nível de emprego do comércio atacadista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e dez atividades do atacado: alimentos e bebidas; produtos farmacêuticos e higiene pessoal; tecidos, vestuário e calçados; eletrônicos e equipamentos de uso pessoal; máquinas de uso comercial e industrial; material de construção, madeira e ferramentas; produtos químicos, metalúrgicos e agrícolas; papel, resíduos, sucatas e metais; energia e combustíveis; e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentação declaradas pelas empresas do atacado paulista.