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Negócios

05/08/2020

Boas práticas e ações sociais evidenciam valores de empresas na pandemia

Empresas tentam driblar a crise e buscar maneiras de ajudar a sociedade no combate ao coronavírus

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Boas práticas e ações sociais evidenciam valores de empresas na pandemia

Consumidores e funcionários satisfeitos: o segredo de empresas que conseguiram se sobressair na crise (Arte: TUTU)

Por Daniela Lima

Desde o início, a pandemia causada pelo covid-19 está afetando empresas de diversos setores, e muitas precisaram até suspender as atividades, respeitando decretos municipais e estaduais, como aconteceu com o comércio presencial.

Entretanto, mesmo que o País esteja enfrentando uma das maiores crises econômicas e sanitárias da história, empresas têm buscado maneiras de ajudar no combate à doença.

Ainda que a prática de ações sociais não seja tão recorrente ou reconhecida no Brasil, como em outras nações, ela existe. E, de acordo com a assessoria técnica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), para que ela cresça é preciso que se enalteça o que já é realizado, estimulando assim os outros a fazerem o mesmo por meio do reconhecimento social. Empresas devem incorporar valores que demonstrem a sua participação direta na formação social, seja de um bairro, seja de uma cidade, seja de um país. Além disso, investir nos próprios valores já é considerada uma maneira relevante de contribuir.

Uma das principais empresas de produtos de limpeza e higiene, a Ypê anunciou a doação de mais 260 toneladas de sabão em barra para diversas entidades e comunidades carentes em São Paulo e Rio de Janeiro, e às unidades ao Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST/SENAT) para distribuição a caminhoneiros responsáveis pela distribuição dos produtos da marca, oferecendo também alimentação e álcool em gel – de fabricação própria, item que também foi doado a hospitais do interior da capital paulista. Ao todo, foram 3,3 milhões de unidades de álcool gel e líquido para distribuição gratuita. Além de equipamentos hospitalares com respiradores para entidade de saúde em Amparo, no Estado de São Paulo. “Diante do cenário da pandemia, por sermos uma grande fabricante de produtos de limpeza e higiene, sentimos que tínhamos um papel social especial a desempenhar. Por isso, foram abertas algumas novas frentes de trabalho: uma delas foi focar todos os esforços para manter o abastecimento do mercado, de forma que os produtos essenciais estivessem disponíveis ao cliente. A outra foi, em menos de 72 horas, mudar uma linha de produção em nossa matriz para fabricar álcool em gel, um produto que estava em falta no Brasil e que não fazia parte do nosso portfólio”, explica o diretor de marketing e sustentabilidade da Ypê, César Nicolau. 

Vale ressaltar também, que a empresa criou campanhas preventivas e de precaução. “Direcionamos o foco da comunicação para campanhas educativas com o objetivo de levar informação às pessoas, com dicas de como limpar e fazer a higiene dos ambientes, utilizando corretamente os produtos para preservar o bem-estar das famílias brasileiras", acrescenta Nicolau.

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A Ingredion, empresa líder em soluções em ingredientes de origem natural, também adotou boas práticas neste período de pandemia, começando por doações no entorno de suas fábricas – uma delas, em São Paulo. “Enxergamos a oportunidade de apoiar a sociedade por meio de doações às comunidades e às instituições no entorno de nossas fábricas. Para isso, nós nos engajamos em ação do Mesa Brasil Sesc e doamos 697 cestas básicas e 460 quilos de amido. No total, foram doados quase 22 mil quilos de alimentos, que estão beneficiando mais de 70 mil pessoas”, conta o diretor de recursos humanos para operações da América do Sul, Santiago Bellotti.

Em meio ao caos, muitos empresários precisaram se adaptar, migrando para o mundo digital, reformulando sua forma de trabalhar para manter o seu negócio funcionando e garantindo atendimento ao público, que está cada vez mais atento ao que a empresa faz e representa na sociedade. Deste modo, muitas organizações têm prestado conta sobre o que vêm fazendo neste período e até estudando maneiras de adotar ações sociais permanentemente daqui em diante.

Para a assessoria da FecomercioSP, o momento é delicado para todos, tanto para filantropos quanto para aqueles menos engajados, mas contribuir, no que puder, para melhorar a vida dos mais vulneráveis aumenta a possibilidade de que uma empresa seja lembrada posteriormente.

Empresas que estenderam as boas práticas também para os colaboradores

Devido às diversas orientações sobre a prevenção do covid-19, milhares de pessoas estão descobrindo um novo modelo de trabalho: o home office. Nas empresas em que ele é possível, foi a saída para manter os funcionários ativos e em segurança.

A Zenvia, plataforma de comunicação e serviços móveis, que realizou doação de computadores a instituições sem fins lucrativos e produtos a pequenas e médias empresas que estão passando pelo processo de transformação digital, não só aderiu ao home office para os seus colaboradores, como se comprometeu a não demitir durante a pandemia. “A Zenvia é uma empresa de cultura forte. Assim, aderir a movimentos como o #naodemita e garantir a qualidade de vida das pessoas, atualmente distribuídas por sete Estados brasileiros, são ações totalmente alinhadas aos nossos valores, que o colaborador e o mercado já conhecem”, conta a head de gestão de pessoas da empresa, Katiuscia Teixeira.

Para ela, as ações realizadas nos últimos meses têm aumentado o nível de engajamento e o orgulho das pessoas em fazer parte da empresa. “Recebemos feedback constante, além das publicações espontâneas feitas por colaboradores nas redes sociais, contando como é trabalhar aqui”.

A Ingredion também é um bom exemplo disso: nos departamentos onde não foi possível adotar o home office e os colaboradores tiveram de permanecer nas operações, concedeu um bônus financeiro, entregou máscaras, estabeleceu parceria com um laboratório para a realização de testes rápidos para aqueles que tivessem alguma suspeita da doença e ajustou o funcionamento dentro de suas unidades. A empresa, que já tinha a política do home office, está avaliando agora a ampliação do modelo de trabalho e a organização de uma retomada lenta e gradual, seguindo todos os protocolos de segurança e recomendações.

Por fim, a assessoria técnica da FecomercioSP reforça que um funcionário mais satisfeito tem o poder de impactar diretamente no aumento da produtividade da empresa, principalmente se ele tiver autonomia para a tomada de decisões, permitindo o seu crescimento profissional.

No entanto, com o cenário da pandemia, o aumento da produtividade dependerá muito do engajamento que o gestor proporcionará ao seu funcionário, fazendo com que esteja alinhado à visão da empresa. Com o intuito de melhorar a produtividade, os gestores podem apostar em recompensas diferenciadas para garantir que seus funcionários estejam mais dispostos e comprometidos com os objetivos da empresa. O feedback sobre as atividades do funcionário é fundamental para que a melhora dos processos ocorra, uma vez que uma das maiores recompensas é ter o fruto do trabalho reconhecido.

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