Economia

28/06/2016

Cidade poderá ganhar construções maiores próximas a terminais de transporte

A permissão, prevista pela nova Lei de Zoneamento, será para empreendimentos comerciais e residenciais

Cidade poderá ganhar construções maiores próximas a terminais de transporte

Para os empresários a principal vantagem são os potenciais consumidores
(Arte TUTU)

A Prefeitura da Cidade de São Paulo permite investir na construção de empreendimentos maiores em áreas próximas a equipamentos do sistema de transporte público, como estações de trem e metrô e terminais de ônibus. A mudança, implementada pela nova Lei de Zoneamento, de março deste ano, vale tanto para as edificações comerciais quanto para as residenciais.

Relator do texto, o vereador Paulo Frange (PTB-SP) explica que a nova possibilidade está no artigo 90 da Lei e engloba não só as áreas próximas aos locais em que operam sistemas de transporte público, mas também os espaços pertencentes ao governo remanescentes de desapropriações relacionadas ao transporte coletivo.

“Da mesma forma que a lei trata do comércio dentro das estações de metrô, a nova legislação trouxe essa possibilidade para as áreas externas próximas, o que, sem dúvida, facilitará o cotidiano dos cidadãos e movimentará a economia”, afirma o parlamentar.

Benefícios

Segundo o Conselho de Desenvolvimento Local da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), para os empresários, a principal vantagem são os potenciais consumidores, seja pela grande movimentação de pessoas em equipamentos de transporte público, seja pelo acesso facilitado que esses locais propiciam.

Já para a população, a medida é importante por possibilitar a diminuição do tempo no deslocamento trabalho-casa-compras e gerar melhor qualidade de vida. A proposta descentraliza a oferta de empregos quando aproxima os postos de trabalho dos meios de locomoção.

Em contrapartida, justamente por essa gama de vantagens, a medida pode ocasionar uma grande procura por esses espaços, tornando-os caros e inacessíveis economicamente para parte da população.