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Negócios

14/10/2015

Comércio Eletrônico: modalidade C2C resgata hábito antigo do varejo

Modalidade permite que pessoas físicas façam negócios entre si por meio de páginas da web

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Comércio Eletrônico: modalidade C2C resgata hábito antigo do varejo

Por Deisy de Assis

O Consumer to Consumer (C2C) é a modalidade do comércio eletrônico na qual as compras e vendas são feitas entre consumidores por meio de páginas específicas da internet. Ou seja, uma pessoa física decide colocar algum artigo à venda, e outra opta por comprar fora de uma loja (física ou virtual) convencional.

Na opinião do professor de marketing da Universidade Anhembi Morumbi, Douglas Silveira de Assis, o C2C tem uma característica que permite que a modalidade seja considerada extremamente significativa no que diz respeito à prática do comércio eletrônico.

“O Consumer to Consumer resgata formas antigas e naturais de comércio: a troca e venda entre indivíduos”, comenta o especialista, que ressalta o fato de a internet ter dado espaço para essa reconexão nas relações comerciais.

Para o professor Eduardo Maróstica, da Fundação Getulio Vargas, um olhar mais a fundo na dinâmica de funcionamento do C2C permite o entendimento de que a modalidade tem uma relação “ocultada” em seu conceito.

Maróstica refere-se à intermediação existente entre os consumidores de cada ponta do processo e a empresa gestora da página de web que está sendo usada. “Assim, considerando a ação empresarial, podemos entender que, na verdade, o C2C é um Consumer to Business to Consumer (C2B2C)”.

O fato é que atualmente há diversas plataformas que permitem aos consumidores a possibilidade de colocar objetivos pelos quais não têm mais interesse à venda, uma prática que vai ao encontro do conceito de sustentabilidade e é muito utilizada em outros países, como nos Estados Unidos.

Por outro lado, segundo Assis, o crescimento de opções C2C trouxe grandes impactos para os mercados tradicionais. “Como exemplo, cito a indústria fonográfica e os adventos de sites como o Myspace e o YouTube, que promovem e distribuem produtos musicais. Da mesma forma, sites de vendas como o Ebay recolocaram no mercado produtos fora de catálogo”, diz.

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