Economia

14/05/2018

Comércio varejista da região de Guarulhos abre 79 postos de trabalho e é o único do Estado a gerar vagas em fevereiro

Segundo a FecomercioSP, varejo da região encerrou o mês com um estoque total de 103.746 trabalhadores formais, 2% superior ao mesmo período do ano passado, o melhor desempenho do Estado de São Paulo

São Paulo, 14 de maio de 2018 – O comércio varejista da região de Guarulhos gerou 79 novos empregos formais em fevereiro, resultado de 3.900 admissões contra 3.821 desligamentos. A região foi a única, entre as 16 pesquisadas no Estado de São Paulo, a abrir vagas celetistas no mês. Em um ano, 2.046 novos vínculos foram gerados pelo varejo, que encerrou o mês com um estoque ativo de 103.746 trabalhadores formais, alta de 2% em relação ao mesmo período de 2017, o melhor desempenho do Estado.

As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Das nove atividades analisadas, cinco apresentaram elevação no estoque total de trabalhadores formais em relação a fevereiro de 2017. Os destaques ficaram por conta dos segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (8,2%); e de supermercados (5,1%). Destacaram-se negativamente os setores de lojas de móveis e decoração (-6,6%); e de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-1,4%).

Desempenho estadual

O comércio varejista do Estado de São Paulo voltou a eliminar vagas formais pelo segundo mês consecutivo. Em fevereiro, 5.858 empregos celetistas foram extintos, resultado de 70.351 admissões e 76.209 desligamentos. Com isso, o estoque ativo do setor atingiu 2.065.477 vínculos com carteira assinada, leve alta de 0,1% na comparação com o mesmo mês de 2017. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo foi positivo em 3.014 vagas. 

Em fevereiro, entre as nove atividades pesquisadas, cinco apresentaram redução no estoque de trabalhadores no comparativo com o mesmo mês de 2017, com destaque para as lojas de móveis e decoração (-1,8%); e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-1,6%). Por outro lado, os melhores desempenhos ficaram por conta dos segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (2,8%); e de farmácias e perfumarias (2,3%).

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o resultado de fevereiro foi pior do que o observado no mesmo mês de 2017 – quando 4.068 vínculos formais foram extintos – porém, vale ressaltar que o número de temporários contratados para o fim do ano também foi maior. A Entidade já esperava um desempenho negativo nesse início de ano, já que, após o Natal, é natural um ajuste no quadro de funcionários.

A Federação destaca que, mais uma vez, praticamente não houve efetivação dos temporários. Isso demonstra que o empresário ainda não possui otimismo ou capacidade suficientes para aumentar perenemente seu quadro funcional, por mais que a expectativa para 2018 seja de alta nas vendas do setor.

Região de Guarulhos

Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mairiporã, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano. 

Nota metodológica

A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo) analisa o nível de emprego do comércio varejista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e nove atividades do varejo: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; materiais de construção; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; supermercados; e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).