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Sustentabilidade

13/07/2021

Comitê Energia da FecomercioSP inicia atividades e debate avanço da crise energética no País

Encontro reuniu representantes de empresas e entidades para tratar dos problemas que mais demandarão atenção do governo e do setor privado no segundo semestre

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Comitê Energia da FecomercioSP inicia atividades e debate avanço da crise energética no País

O Comitê Energia atuará para abrir canal de diálogo com o Ministério de Minas e Energia, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Aneel e ONS
(Arte: TUTU)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), no âmbito do Conselho de Sustentabilidade (CS), estrutura o Comitê Energia, com objetivo de promover as melhorias do custo e da qualidade da energia às empresas e de debater propostas nesse sentido para serem endereçadas ao Poder Público e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além de consolidar posicionamentos sobre eficiência energética, geração distribuída, mercado livre de energia, tarifas, tributos, dentre outros. 

Em reunião inaugural, realizada na última quarta-feira (7), estiveram presentes membros do CS, representantes da FecomercioSP em conselhos de consumidores de distribuidoras de energia, de associações do setor, especialistas e representantes de companhias do varejo, da área de energia e do Poder Público. No encontro, os presentes dialogaram sobre as diretrizes do comitê. O Comitê Energia surge em um momento em que o Brasil pode enfrentar risco de desabastecimento de eletricidade, e certamente os empresários terão aumento nas contas de energia, explicou Cristiane Cortez, assessora técnica do CS. 

O presidente do CS, José Goldemberg, à frente do Comitê Energia, alertou que, diante da atual crise, não é possível instalar geradores eólicos e de energia fotovoltaica suficientes para atender à demanda até o segundo semestre, então, o País terá de operar as usinas térmicas no máximo da capacidade, de forma que o preço da energia suba ainda mais. “Apenas o apelo para a redução no consumo doméstico não irá resolver a questão, pois representa apenas 30% do consumo geral. Mais da metade vem da indústria e também do comércio. Será necessário introduzir medidas de racionalização e mudança de horários [de uso intensivo]. Enquanto não houver mobilização, mais térmicas serão ativadas e maior será o custo da energia”, alertou. 

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“Esta reunião é um pontapé inicial para despertar ideias novas que possam nos ajudar. As ações tomadas pelo Ministério de Minas e Energia e pelo governo federal têm sido muito discretas e não resolverão o problema. Se a estiagem continuar, teremos sérios problemas nos próximos meses. E o projeto de privatização da Eletrobras, como tem avançado no Congresso, não irá ajudar; o projeto praticamente destruiu o planejamento energético no País. Colocar térmicas onde não haja consumo nem exista gás, e por motivos políticos, é abandonar a racionalidade”, Goldemberg enfatizou. 

No encontro, também foram mencionados os fatos de o Brasil enfrentar uma crise de energia mesmo com uma economia que praticamente não cresce há anos e de que o País passou por uma grave recessão em 2020, com diversas empresas fechadas temporariamente ou falidas. 

O nível de reservatórios no Sudeste e no Centro-oeste estão com capacidade abaixo de 29% do total, enquanto que, em 2020, a capacidade era de 53%. No agregado do País, a capacidade atual caiu de 60% para 40%. “Isso nos dá uma ideia sobre ter mais aumento no custo da energia, a fim de tentar conter o consumo e, ainda, entender os impactos na produtividade. Se entrarmos em uma rota de crescimento econômico, continuaremos a ter problemas de oferta em relação à capacidade energética”, detalhou Marcelo Allain, membro do Conselho de Economia Empresarial e Política (CEEP) da FecomercioSP. 

O Comitê Energia atuará, ainda, para abrir canal de diálogo com o Ministério de Minas e Energia, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Aneel e o Operador Nacional do Sistema Elétrica (ONS). Empresas interessadas em participar do Comitê e dos debates podem contatar a área de Relações Institucionais da FecomercioSP, por meio do contato ri@fecomercio.com.br.

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