Economia

28/01/2019

Confiança do consumidor tem leve alta de 0,7% em janeiro, aponta FecomercioSP

Segundo a Entidade, alta do dólar em dezembro impediu um avanço maior

São Paulo, 28 de janeiro de 2019 – O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) paulistano obteve leve alta de 0,7%, ao passar de 127,8 pontos em dezembro para 128,6 pontos em janeiro. Em relação ao mesmo período de 2018, o indicador avançou 10%.
 
O ICC é elaborado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A escala de pontuação varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).
 
Entre os dois quesitos que compõem o indicador, o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) registrou leve alta de 0,4%, ao passar de 95,9 pontos em dezembro para 96,3 pontos em janeiro. O Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) também avançou 0,8% – 149,1 pontos em dezembro para 150,2 pontos em janeiro. No comparativo anual, ambos registraram altas de 7% e 11,3%, respectivamente.
 
Gênero e renda 
O resultado do ICEA destaca os crescimentos observados na classe de renda e no corte por gênero. A percepção dos consumidores com renda familiar inferior a dez salários mínimos (SM) em relação às condições econômicas atuais registrou alta de 2%, de 89,8 pontos em dezembro para 91,3 pontos janeiro. Os consumidores acima desse patamar sofreram queda de 2,4%, passando de 108,8 pontos em dezembro para os 106,1 pontos em janeiro.
 
Na segmentação por gênero, o grupo masculino foi destaque nas altas (7,3%): de 99,5 pontos em dezembro para 106,8 pontos em janeiro. Já o público feminino sofreu queda de 7%, de 92,2 pontos em dezembro para 85,8 pontos em janeiro.
 
A percepção dos consumidores com mais de 35 anos em relação às condições econômicas atuais registrou alta de 3,1%, passando de 86,7 pontos em dezembro para os atuais 89,5.
 
No IEC, destacaram-se as maiores altas: o grupo dos consumidores com renda inferior a dez salários mínimos, que registraram avanço de 1,8% (de 143,2 pontos em dezembro para 145,7 pontos em janeiro); e o grupo de consumidores de até 35 anos e os homens, que apontaram o mesmo aumento (1,6%).
 
De acordo com a FecomercioSP, a confiança do consumidor voltou a subir na passagem de dezembro para janeiro, a sexta alta consecutiva. Contudo, a alta do dólar em dezembro encareceu alimentos, eletrônicos e eletrodomésticos. O reflexo pode ser observado no grupo feminino de consumidores, normalmente responsável pelo orçamento doméstico; e no grupo de pessoas com renda superior a dez salários mínimos, na maioria das vezes mais propensas a adquirir itens de maior valor agregado, com itens que usam matéria-prima importada. Entretanto, no geral, as famílias se mostram mais seguras nos âmbitos social e econômico e com expectativas positivas em relação ao novo governo. Para a Entidade, a recuperação do emprego e da renda continuará sendo fundamental para o crescimento da confiança e deve acelerar de forma mais consistente o poder de compra dos consumidores, assim como o ciclo de consumo.
 
Metodologia
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde 1994. Os dados são coletados de aproximadamente 2,1 mil consumidores no município de São Paulo. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura.
 
Os dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, apresenta-se em: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e para formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.
 
A metodologia do ICC foi desenvolvida com base no Consumer Confidence Index, índice norte-americano que surgiu em 1950 na Universidade de Michigan. No início da década de 1990, a equipe econômica da FecomercioSP adaptou a metodologia da pesquisa norte-americana à realidade brasileira. Atualmente, o índice da Federação é usado como referência nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), responsável pela definição da taxa de juros no País, a exemplo do que ocorre com o aproveitamento do CCI pelo Banco Central.