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Imprensa

20/06/2016

Confiança do empresário paulistano cresce 1,5% em maio, aponta FecomercioSP

Segundo a Entidade, é a primeira vez desde outubro de 2014 que os três componentes do indicador apresentaram alta em relação ao mês anterior

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São Paulo, 20 de junho de 2016 - O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) atingiu 75,9 pontos em maio - elevação de 1,5% em relação a abril. Na comparação com o mesmo período de 2015, porém, houve queda de 7,2%. Mesmo com a elevação em maio, o índice abaixo dos 100 pontos - a última vez que superou a marca foi em dezembro de 2014 - sinaliza que continua o pessimismo dos empresários com relação ao nível de atividade em geral da economia. 

Apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total) e, apesar de mostrar crescimento, o resultado ainda está próximo do menor patamar já atingido pelo indicador - 72,3 pontos em setembro de 2015. 

De acordo com a pesquisa, em maio, observou-se grande discrepância na confiança entre os donos de grandes e pequenas empresas. Enquanto nas com menos de 50 funcionários o ICEC cresceu 1,8%, nas grandes companhias, que empregam mais de 50 pessoas, o índice caiu 9,9%. Para a Federação, o que puxou o indicador geral no mês foram as pequenas empresas, que também começam a vislumbrar uma melhoria após um longo período de incerteza. 

Segundo a Entidade, há no ar um espírito de recomeço e uma sensação de que não dá para ficar pior do que está. Além disso, é a primeira vez desde outubro de 2014, mês de realização das últimas eleições, que os três componentes do indicador apresentaram alta em relação ao mês anterior. 

Indicadores

O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), um dos componentes do ICEC, atingiu 39,8 pontos, elevação de 2,3% na comparação com abril. O item que mede o humor do empresariado sobre as condições atuais do comércio (CAC) foi o principal responsável pela elevação no mês, pois subiu 3,3%. Na comparação com maio de 2015, porém, houve retração de 11,1% no ICAEC. 

O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) de maio, por sua vez, mostra que o empresariado está um pouco mais otimista em relação ao futuro e registrou alta de 1,3%, passando de 117,4 pontos em abril para 118,9 pontos em maio. A alta no IEEC foi motivada pela expectativa do comércio (EC), que teve alta de 3,4% no mês. 

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), que mede a propensão dos empresários em relação a novos investimentos, cresceu 1,5% em maio e contabilizou 69,2 pontos. O subitem que mais contribuiu para a elevação do índice foi a situação atual dos estoques (SAE), que registrou alta de 3,7%. 

Para a FecomercioSP, apesar da melhora na confiança do empresário em maio, o indicador segue abaixo dos 100 pontos, indicando que o mau humor dos empresários do comércio está alinhado com a recessão econômica em curso, na qual todos os setores da atividade estão sendo afetados pela crise econômica e pelas incertezas políticas. A falta de perspectivas mais concretas para o cenário econômico e político, segundo a Entidade, ainda denota uma resistência na mudança deste panorama no curto prazo. Entretanto, tudo indica que os empresários já compreenderam que a recuperação do nível de atividade passa pela reorganização política, aprovação das medidas e reformas e uma nova agenda econômica, que ajudarão a retomar a confiança de todos.

tabela_icec_junho_2016 

Nota metodológica

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla as percepções do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas com 600 empresários na capital, em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que por sua vez pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação atual e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.