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Negócios

24/05/2017

Conselho do Comércio Externo discute infraestrutura e exportações em primeira reunião de 2017

Reunião recebeu Paulo Brusqui, da InvesteSP, e César Worms, do Aeroporto de Viracopos

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Conselho do Comércio Externo discute infraestrutura e exportações em primeira reunião de 2017

Importações e exportações a partir do aeroporto de Viracopos foram temas da primeira reunião do Conselho em 2017
(Arte/TUTU/Rubens Chiri)

O Conselho do Comércio Externo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) realizou, em 17 de maio, sua primeira reunião do ano para discutir as políticas de incentivo a pequenos e médios empreendedores com potencial exportador e à infraestrutura brasileira para escoamento das importações e exportações.

Com sua nova proposta de trabalho, adotada em 2016, o Conselho presidido por Euclides Carli recebe autoridades e especialistas durante esses encontros, que têm como pauta discussões estratégicas e propositivas para o segmento. 

A primeira reunião de 2017 começou com uma apresentação de Paulo Brusqui, especialista em relações institucionais da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe SP), sobre as atividades da organização, que é mantida pelo governo do Estado. Brusqui explicou que desde 2005, a Investe SP trabalha com prospecção de negócios e investimentos no Estado de São Paulo, além de ações de incentivo à exportação. Segundo ele, o trabalho já colaborou com mais de 170 projetos que geraram R$39,6 bi em investimentos no Estado e 70.512 novos empregos.

Em sua explanação, Brusqui destacou o Programa de Qualificação para Exportação, que visa ajudar pequenas e médias empresas de São Paulo a se internacionalizarem. “Construímos esse trabalho a partir de um convênio com a Apex-Brasil [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos]. Consultores vão a empresas selecionadas e passam quatro meses analisando vendas, capital humano, marketing, finanças, entre outros, para descobrir porque a empresa não está conseguindo exportar”, explicou.

Entre 2011 e 2015, o PEIEX realizou 1.342 atendimentos. Até 2018, o programa pretende realizar mais 1.400, distribuídos entre São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Vale do Paraíba e São José do Rio Preto. “Só podem participar empresas que têm de fato produtos e serviços para serem exportados. O objetivo é implantar melhorias e não há custo para elas. A contrapartida é o comprometimento.”

A conversa entre a Investe SP e a FecomercioSP sinalizou o interesse de ambas para uma contribuição mútua. “Quando as pequenas e microempresas têm um problema na primeira exportação, elas nunca mais voltam a exportar, como já pudemos constatar aqui na FecomercioSP. Iniciativas assim devem ajudar até a colocar o produto dentro do navio, pois os maiores problemas acontecem do portão da fábrica para frente”, observou Rubens Medrano, vice-presidente da FecomercioSP.

A primeira reunião técnica do Conselho também contou com a presença do gerente de negócios imobiliários de Viracopos, César Worms, e do consultor da FecomercioSP Ricardo Tortorella, para discutir a expansão e o futuro do Aeroporto Internacional de Campinas, cuja concessão termina em 2042.

A possibilidade da criação de um aeroporto cidade e de um parque industrial em seu entorno – diferentemente dos aeroportos de Cumbica e Congonhas, na capital, que têm pouco espaço físico para expansão a sua volta – é o diferencial a ser explorado, afirmam. “Viracopos é o único aeroporto do Brasil que tem espaço para virar a cidade de Viracopos. Além disso, de cada dez passageiros que viajam a partir dos terminais de Guarulhos, sete vêm do interior, o que deixa um grande fator logístico a nosso favor: estamos perto de São Paulo, mas também de Campinas e Sorocaba”, explicou Tortorella.

O transporte aéreo de cargas é um dos pontos fortes do empreendimento, que atualmente já é responsável por 41% do frete aéreo brasileiro, contra 27% do aeroporto de Guarulhos. Em 2016, o aeroporto tinha estrutura para receber 25 milhões de passageiros anuais e 314 mil toneladas de cargas, número que sua concessionária pretende ampliar para 60 milhões de pessoas e 1 milhão de toneladas de carga até o final da concessão.

“Para nós, seria importante uma aproximação com o setor exportador, importador e a FecomercioSP para que possamos criar, dentro de Viracopos, condições físicas para atendê-los. Atualmente, parte dos bens que transitam pelo aeroporto são alocados como cargas de porão, conhecidas como “cargas de barriga”, ou seja, em aviões de passageiros. Aumentando a frequência de voos de passageiros, por exemplo, atenderíamos a demanda de cargas de exportação e também de importação. Gostaríamos de ter o suporte técnico de vocês para mudar a relação entre importação e exportação, modificar a frequência e reduzir custos”, comentou Worms.