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24/08/2017

E-commerce brasileiro cresce 7,5% e fatura R$ 21 bilhões no primeiro semestre do ano

Segundo o 36º relatório Webshoppers, elaborado pela Ebit, a recuperação da economia, o aumento das compras pelo celular e aumento no número de compradores foram decisivos para o resultado

E-commerce brasileiro cresce 7,5% e fatura R$ 21 bilhões no primeiro semestre do ano

O número de consumidores ativos registrou expansão de 10,3%, ou seja, 25,5 milhões de brasileiros fizeram, ao menos, uma compra virtual no primeiro semestre de 2017
(Arte/TUTU)

O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 21 bilhões durante o primeiro semestre de 2017 – crescimento nominal de 7,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando as vendas somaram R$ 19,6 bilhões. Os dados fazem parte do 36º Relatório Webshoppers – o estudo de maior credibilidade sobre o e-commerce do País e a principal referência para os profissionais do segmento. O levantamento é realizado desde 2001 pela Ebit, empresa que acompanha a evolução do varejo digital brasileiro com base na coleta de dados em tempo real diretamente com o comprador on-line.

O número de consumidores ativos registrou expansão de 10,3%, ou seja, 25,5 milhões de brasileiros fizeram, ao menos, uma compra virtual no primeiro semestre de 2017. Já a quantidade de pedidos on-line cresceu 3,9% na comparação anual, saltando de 48,5 milhões para 50,3 milhões. O valor médio das compras passou de R$ 403 para R$ 418 – expansão de 3,5%.

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“No começo de 2016, o número de pedidos registrou queda pela primeira vez na história. Já nos primeiros meses de 2017, além da recuperação do crescimento, o e-commerce ultrapassou pela primeira vez a barreira de 50 milhões de pedidos”, afirma o CEO da Ebit e presidente do Conselho do Comércio Eletrônico da FecomercioSP, Pedro Guasti.

A projeção para o segundo semestre (que inclui datas comemorativas importantes para esse tipo de comércio, como Dia das Crianças, Natal e Black Friday) também é positiva: a Ebit estima que, que entre julho e dezembro, as vendas aumentem entre 12% e 15% na comparação com 2016.

O forte crescimento das vendas por dispositivos móveis foi um dos responsáveis pela alta geral das vendas virtuais. De acordo com o relatório, a participação das vendas concluídas por smartphones e tablets durante o primeiro semestre do ano foi de 24,6%. Isso significa que um em cada quatro pedidos feitos on-line veio desse tipo de plataforma.

O faturamento das vendas por dispositivos móveis, da mesma forma, cresceu 56,2%. O tíquete médio dessas compras está 14,9% maior do que no ano passado. “As lojas estão mais preparadas para atender o cliente mobile, e esse consumidor já entendeu que o e-commerce é um canal onde ele pode comprar o que quiser”, observa Guasti.

De maneira geral, o e-commerce reduziu a oferta de frete grátis e incentivou o pagamento à vista – este último representava 42% das compras no primeiro semestre de 2016 e agora é a forma de pagamento escolhida por 48,2% dos consumidores virtuais. “A crise colaborou para que as empresas criassem estratégias para gerar capital de giro”, diz Guasti.

Ainda de acordo com a 36ª edição do Webshoppers, a queda dos preços dos produtos no comercio eletrônico colaborou para o aumento dos pedidos na web foi. O Índice Fipe Buscapé, que monitora a evolução dos valores cobrados no e-commerce, aponta para deflação de 5,38% em junho de 2017 em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Principais categorias                                                                                

O setor de moda e acessórios é o que mais se destaca quanto à quantidade de compras feitas on-line, com 14,8% das vendas virtuais. Em seguida, aparece a área de saúde, cosméticos e perfumaria, com 12,2%. Em terceiro lugar, estão as vendas de casa e decoração, com 10,6% do total. O setor de alimentos e bebidas surge pela primeira vez entre os dez principais colocados da pesquisa e já tem share de mercado de 4,6%.

Quanto ao faturamento, a categoria de telefonia e celulares é a que tem o maior share de mercado: 22,3%. Eletrodomésticos (18,8%) e eletrônicos (9,6%) ocupam a segunda e terceira colocações, respectivamente. O setor de alimentos e bebidas é o nono colocado desse ranking, com 2,4% do total de faturamento.

Confira a íntegra da pesquisa aqui