Economia

15/10/2014

Eleições 2014: especialistas avaliam prós e contras do voto distrital

Mudança no sistema de voto é feita por meio de emenda à Constituição e requer maioria qualificada no Congresso, ou seja, dois terços dos votos.

Eleições 2014: especialistas avaliam prós e contras do voto distrital

Senadores, deputados federais e estaduais eleitos no início de outubro, no primeiro turno das eleições, chegaram ao parlamento por meio do voto proporcional. Isso que dizer que os partidos apresentam os candidatos aos eleitores e que os candidatos podem buscar  votos em todos os municípios do Estado pelo qual estão se candidatando. No caso da eleição para o cargo de deputado federal em São Paulo, por exemplo, há 70 cadeiras, ou vagas, em disputa.

Há, no entanto, a possibilidade desse sistema ser alterado já para as próximas eleições. A troca do sistema atual de votação, de voto proporcional (em lista aberta) para voto distrital (puro ou misto), é um dos principais temas da reforma política, cogitada para acontecer  na próxima legislatura. Então, ainda dando como exemplo a disputa paulista, no caso do voto distrital puro, o Estado seria dividido em 70 distritos, que teriam candidatos correspondentes a cada distrito. 

Assim, os eleitores de um distrito formado por municípios da Baixada Santista, por exemplo, teriam que optar entre os candidatos desse distrito. Por sua vez, os eleitores de um distrito de outra região, por exemplo, formado por municípios do Vale do Paraíba, teriam que escolher entre os candidatos desse distrito. E assim por diante. Mas essa mudança no sistema de voto é feita por meio de emenda à Constituição e, portanto, requer maioria qualificada no Congresso, ou seja, dois terços dos votos.

Para conhecer a opinião de autoridades e especialistas no assunto e entender melhor quais são as diferenças entre os sistemas de voto -- proporcional, distrital puro e distrital misto --, acesse a reportagem multimídia “Voto – direito ou dever”, produzida pela FecomercioSP.