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Economia

Em meio à pandemia, confiança do empresário registra a terceira queda consecutiva

De acordo com a FecomercioSP, não há expectativa de recuperação rápida; fechamento de 2020 deve sofrer o pior desempenho da história

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Em meio à pandemia, confiança do empresário registra a terceira queda consecutiva

A Entidade recomenda que neste período os empresários mantenham um planejamento financeiro estruturado, negociem com os fornecedores e tenham controle rígido do estoque
(Arte: TUTU) 

Com a retomada parcial das atividades e com menos tempo para as vendas, a confiança dos empresários sofre a terceira queda seguida desde o início da crise causada pela disseminação do covid-19 (-35%), ao passar de 93,8 pontos, em maio, para os atuais 61 pontos, o menor patamar da série histórica, iniciada em 2011. Diante desse cenário, a intenção de investir e contratar do empresariado caiu 28,3% – o Índice de Expansão do Comércio (IEC) passou de 87,5 pontos, em maio, para 62,8 pontos, em junho, também o menor nível da série histórica, iniciada em 2011. Seguindo a tendência de quedas, o Índice de Estoque (IE) caiu 15%: de 109,6 pontos, em maio, para os atuais 93,1 pontos, seu menor nível desde maio de 2016, quando chegou a 87,4 pontos.
 
Segundo a FecomercioSP, não há expectativa de recuperação econômica a curto prazo, visto que as famílias tiveram seus poderes de compra reduzidos com a alta do desemprego. Assim, a intenção de realizar financiamentos e adquirir bens também caiu, uma vez que os consumidores estão majoritariamente em busca de itens essenciais, como alimentos e remédios. Por isso, a estimativa é que o fechamento de 2020 registre o pior desempenho da história.

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A Entidade recomenda que os empresários mantenham um planejamento financeiro estruturado, negociem com os fornecedores e tenham controle rígido do estoque. Para isso, ainda é preciso muita atenção na logística, com o objetivo de não encarecer as operações. Além disso, a Federação sugere digitalizar os processos e trabalhar com etiquetas inteligentes para facilitar a gestão, principalmente na geração de relátorios, o que auxilia a monitorar o momento de fazer novos pedidos e realizar promoções. Os pequenos estabelecimentos também podem se organizar para fazer compras conjuntas, na tentativa de conseguir preços melhores nas mercadorias.
 
ICEC
O Índice de Confiança do Empresário (ICEC) registrou a terceira queda seguida (-35%) – de 93,8 pontos, em maio, para os atuais 61 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado, o recuo foi de 47,9%.
 
Os três quesitos que compõem o indicador registraram baixa em junho: o Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio caiu 53,5%; o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio recuou 34,5%; e o Índice de Investimento do Empresário do Comércio registrou retração de 20,5%.
 
IEC
O Índice de Expansão do Comércio (IEC) apresentou a sexta queda consecutiva (-28,3%): de 87,5 pontos, em maio, para 62,8 pontos em junho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a baixa foi de 40,8%.
 
Os dois itens que o compõem também caíram: o índice Expectativas para Contratação de Funcionários baixou 29,2%, e o Nível de Investimento das Empresas recuou 27,2%, na passagem de maio para junho.
 
IE
O Índice de Estoque (IE) caiu 15% – de 109,6 pontos, em maio, para os atuais 93,1 pontos. Em relação ao mesmo mês de 2019, registrou baixa de 21,8%.
 
A proporção dos empresários que consideraram os estoques adequados caiu 8,3 pontos porcentuais (p.p.), na comparação com abril, e 13,1 p.p. em relação a junho do ano passado.

 
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