Sustentabilidade

12/07/2019

Energia fica mais cara em São Paulo; veja se compensa aderir à tarifa branca para reduzir a conta da sua empresa

Modalidade pode ser vantajosa dependendo do perfil de consumo do estabelecimento

Energia fica mais cara em São Paulo; veja se compensa aderir à tarifa branca para reduzir a conta da sua empresa

A tarifa branca é uma opção disponível para novas instalações e ligações já existentes em baixa tensão, cujo consumo médio mensal seja superior a 250 kWh
(Arte: TUTU)

Com a aprovação do aumento das tarifas de energia da Enel São Paulo pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as contas de energia elétrica no Estado estão sendo reajustadas em 7,03%, em média, desde o dia 4 de julho. Essa concessionária atende a 7,2 milhões de unidades consumidoras distribuídas por 24 municípios paulistas, incluindo a capital e a região metropolitana.

A agência determinou dois níveis de reajuste que afetarão consumidores no Estado, a depender do nível de consumo: para clientes atendidos em “baixa tensão”, o reajuste médio será de 6,48%; já para os consumidores de “média e alta tensão”, como as indústrias e grandes comércios, a revisão média do preço será de 8,46%.

Tendo em vista o peso desse reajuste nos custos para os setores produtivos e para o comércio em geral, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) sugere, como forma de reduzir essas despesas, que o empresário verifique se a tarifa branca apresenta vantagens para o estabelecimento comercial.

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A tarifa branca é uma opção disponível para novas instalações e ligações já existentes em baixa tensão (127, 220, 380 ou 440 volts), cujo consumo médio mensal seja superior a 250 kWh. Nessa modalidade, o preço da energia varia conforme o dia e o horário de consumo: tanto o “horário de ponta” – período do dia com mais demanda por energia – quanto os períodos intermediários (as horas anterior e posterior ao de ponta) terão custos mais altos. Em contrapartida, a conta será mais barata nos demais horários, isto é, “fora de ponta” e com demanda reduzida (manhã, início da tarde e madrugada, por exemplo). Não há custos de adesão a essa modalidade. A partir de 1º de janeiro de 2020, a opção estará disponível a todas as unidades consumidoras, sem consumo mínimo de energia.

É essencial que a empresa, antes de optar pela tarifa branca, identifique seu perfil de consumo. A tarifa branca será uma boa escolha se, no geral, no mínimo 80% do consumo de energia da empresa forem concentrados fora do horário de ponta. Para a Aneel, o objetivo da tarifa branca é desafogar a estrutura de energia do País.

A adesão será por livre escolha do consumidor. A solicitação deverá ser atendida em até 30 dias pela distribuidora. Para novas ligações, o prazo máximo é de cinco dias em área urbana e de dez dias em área rural.

Também é possível desistir da tarifa branca e solicitar a volta ao sistema anterior (tarifa convencional). A distribuidora terá 30 dias após o pedido para retornar o consumidor ao sistema antigo. Após o retorno à modalidade convencional, uma nova adesão à tarifa branca será possível somente após o prazo de 180 dias.