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Economia

31/07/2018

Estratégia mais importante para o aplicador é se manter informado

Dúvidas sobre a direção da política macroeconômica ou do processo de reformas no próximo governo aumentam o risco Brasil

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Estratégia mais importante para o aplicador é se manter informado

Cenário também retarda as decisões de investimentos de grandes e pequenas empresas
(Arte: TUTU)

As variáveis econômicas não são independentes das políticas, e por 2018 ser um ano eleitoral, o grau de incerteza causado pelo cenário polarizado e indefinido aumenta a complexidade das tomadas de decisão por parte de empresariado e investidores.

As dúvidas sobre a direção da política macroeconômica ou do processo de reformas no próximo governo fizeram os mercados rebaixarem preços de ativos e aumentarem os juros, retardando as decisões de investimentos de grandes e pequenas empresas. Com isso, o “risco Brasil” – percepção de risco dos investidores – subiu.

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Tudo isso levou o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, que chegou aos 85 mil pontos, a cair para 70 mil.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), uma estratégia básica deve ser apostar em alguns títulos de renda fixa com prazo de cerca de dois anos e juros elevados. Caso haja um resultado considerado positivo pelo mercado após as eleições, espera-se que os juros caiam e o investidor tenha um efeito chamado “engorda de papel”, podendo vender seu título de renda fixa antes do vencimento por um bom preço. Entretanto, se houver um resultado considerado ruim, o detentor do título pode carregá-lo até seu vencimento e receber uma remuneração razoável.

Mesmo que haja bons reflexos na economia depois das eleições, a Federação entende que o processo de reformas continuará sendo essencial para que o País retome o controle fiscal e, claro, também recupere a capacidade de investir.