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Editorial

Índice de Expansão do Comércio registra 86,8 pontos em novembro, maior patamar desde fevereiro de 2015

Segundo a FecomercioSP, pelo sétimo mês consecutivo empresário do comércio paulistano se mostra mais confiante com a economia e otimista com o futuro

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São Paulo, 13 de dezembro de 2016 - O sétimo aumento mensal consecutivo do Índice de Expansão do Comércio (IEC) - pesquisa realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) - demonstra que o empresário está mais confiante no futuro e antecipa dias melhores. Em novembro, o indicador registrou alta de 4,9%, na comparação com outubro, atingindo 86,8 pontos - maior pontuação desde fevereiro de 2015. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o indicador apontou 68,9 pontos, houve crescimento de 26%. Apesar da recuperação do otimismo, o indicador ainda se mantém há 22 meses abaixo dos 100 pontos, o que sinaliza pouca disposição dos empresários para expandir seus negócios.  

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Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, ao longo dos últimos meses o grau de incertezas foi sendo reduzido e o encaminhamento das reformas e da PEC do Teto de Gastos mostra que o País está readquirindo condições de governabilidade. Isso eleva a confiança de empresários na economia e tende a fazê-los pensar em investir. Por conta disso, de acordo com a Entidade, os empresários, analistas e investidores nacionais e estrangeiros estão lentamente voltando a colocar o Brasil entre suas opções de investimento. 

O crescimento do IEC em novembro foi impulsionado pelos seus dois subitens. O índice que mede a Expectativa para Contratação de Funcionários registrou alta de 4,3% na comparação com outubro e atingiu 110,4 pontos - único subitem acima dos 100 pontos. No contraponto anual, o crescimento foi ainda mais expressivo, de 38,8% em re lação a novembro de 2015. 

Já o Nível de Investimento das Empresas (outro subitem da pesquisa, que sinaliza se o empresário está ou não disposto a investir em novas instalações ou equipamentos) teve crescimento de 6% em relação a outubro, ao passar de 59,7 para 63,3 pontos. Na comparação anual, foi registrada alta de 8,7%. 

Para a Entidade, o indicador de intenção de contratação crescendo quase 40% em relação ao que foi verificado em 2015 é um excelente alento ao cenário do mercado de trabalho. No ano passado houve perda de 1,7 milhão de postos de trabalho, cerca de 700 mil apenas em dezembro. Neste ano, projeta-se a eliminação de 1,2 milhão de postos, com um comportamento em dezembro muito menos negativo do que há um ano. Os dados dessa pesquisa confirmam as projeções e a tese da FecomercioSP, de que o Natal será uma data a simbolizar essa virada. Esse fenômeno deve também influenciar as contratações temporárias, e respaldam o desempenho do indicador de expansão. 

De maneira geral, ao longo de 2016 houve um crescimento maior da propensão a contratar do que a investir. Segundo a Federação, isso decorre do fato de que em termos de capital físico as empresas do varejo ainda não pensam em expansão, por outro lado, os dados mais recentes do Caged sobre emprego mostram que no varejo, em julho e agosto houve contratações líquidas após um longo período de demissões no setor. Esse padrão confirma a hipótese da FecomercioSP de que, antes de retomar projetos de ampliação e modernização das empresas, os empresários vão aguardar um pouco mais, para se certificarem que estão pisando em terra firme. Enquanto isso, podem ampliar as vendas e avançar nos negócios apenas contratando um pouco mais. De acordo com a Entidade, isso já é algo positivo diante do quadro de desemprego após três anos de crise intensa.

 Nota metodológica

O Índice de Expansão do Comércio da região metropolitana de São Paulo é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde junho de 2011, com dados de cerca de 600 empresários. O indicador vai de zero a 200 pontos, representando, respectivamente, desinteresse e interesse absolutos em expansão de seus negócios. A análise dos dados identifica a perspectiva dos empresários do comércio em relação a contratações, compra de máquinas ou equipamentos e abertura de novas lojas.

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