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Negócios

02/07/2014

Mobile commerce pode ser complementar ao comércio eletrônico tradicional

Especialistas sugerem o desenvolvimento de soluções customizadas para vendas via dispositivos móveis como alavanca para negócio

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Mobile commerce pode ser complementar ao comércio eletrônico tradicional

Que os smartphones e tablets estão no gosto da população brasileira não há dúvidas. Por aqui, estima-se que mais de 30 milhões de usuários utilizaram dispositivos móveis no ano passado, número que deve saltar para mais de 40 milhões até o final do ano, de acordo com previsões da eMarketer.

Entre as diversas funções do aparelho, a opção de realizar compras em lojas virtuais está, aos poucos, ganhando espaço entre os consumidores que buscam comodidade e praticidade. O relatório WebShoppers de 2013, elaborado pela E-bit, mostrou que em janeiro do ano passado 2,5% das vendas online foram concluídas por dispositivos móveis, pulando para 4,8% em dezembro do mesmo ano. A previsão é que a parcela dobre até o final de 2015.

Essa perspectiva de expansão do mobile commerce no mercado brasileiro, no entanto, indica para os varejistas virtuais a necessidade de investir em soluções adequadas às expectativas do consumidor, como assinala o presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP, Pedro Guasti. "Muitas lojas virtuais no Brasil ainda não entenderam que existe uma grande oportunidade para vendas via dispositivo móvel. A experiência de navegação em mobile ainda não foi tratada como uma necessidade pelos gestores. Os sites ainda não são responsivos e os consumidores não conseguem finalizar uma transação online usando celular. Sem considerar a comunicação via e-mail marketing, que é precária em dispositivos móveis", aponta.

De acordo com Guasti, o consumidor, cada vez mais exigente, tende a utilizar todos os canais de atendimento das lojas para comprar e se comunicar com o varejista, o chamado omnichannel. "O futuro do varejo será cada vez mais dependente de tecnologia e mobilidade", afirma. 


Ao gosto do freguês

Para oferecer ao cliente a opção do mobile commerce, é preciso, antes de tudo, entender as necessidades do consumidor, indica Guasti. "O importante é mapear as oportunidades e desenvolver uma agenda de implementações para atender a esta nova oportunidade".

Nesse quesito, Alexandre Soncini, que é vice-presidente da empresa de soluções para o comércio eletrônico, VTEX E-commerce Cloud Software, dá algumas dicas. "Todo varejista que tem e-commerce possui potencial para ter uma versão mobile. E, para isso, é preciso entender o perfil do consumidor e o que ele está procurando. É preciso olhar para o negócio e, de acordo com o que será vendido, definir qual experiência pretende oferecer para o cliente", indica. Soncini ressalta que, além de facilitar a compra virtual via dispositivos móveis, a empresa pode ir além e desenvolver soluções complementares para o consumidor.

Esse é o caso da farmácia online Netfarma, que foi lançada em outubro de 2012. A empresa deu um passo à frente do habitual comércio eletrônico e criou o aplicativo Netfarma Acha, que reconhece imagens de produtos e receitas médicas, como explica a diretora de marketing da companhia, Edilaine Godoi. "O consumidor envia a receita médica através do aplicativo, nossos farmacêuticos analisam e informam os produtos prescritos pelo médico". O aplicativo é capaz de reconhecer os produtos também por nome e código de barras.

Entre o desenvolvimento do aplicativo e a versão mobile do site, a Netfarma desembolsou R$ 600 mil em investimentos, os quais valeram a pena, de acordo com Edilaine. "Somos uma farmácia 100% online. Nossos maiores investimentos e resultados são com tecnologia", avalia. De acordo com a diretora de marketing, o mobile commerce já representa 7% das vendas da Netfarma. Para esse ano, a expectativa é que a parcela cresça para 10%.

Soncini, da VTEX, reforça a importância do mobile commerce. “Ter a versão mobile é necessário, importante e o primeiro passo. Mas um amadurecimento do mobile é customizar a experiência de acordo com o que o consumidor procura”, sugere.

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