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Negócios

15/06/2015

Novo consumidor quer canais de interação diversificados

Diante do comportamento do consumidor, empresas devem se preparar, de acordo com modelo de negócio e estágio de amadurecimento

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Novo consumidor quer canais de interação diversificados

Por Deisy de Assis

Empresas que oferecem vários canais de atendimento com diversas facilidades como meio de pagamento eletrônico,  troca de informações com clientes por meio de aplicativos ou em redes sociais saem na frente na conquista do novo consumidor, o chamado omnichannel, de acordo com o presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP, Pedro Guasti.

O conceito surgiu para denominar o consumidor que usa todas as formas disponíveis para interagir e comprar, ou seja, vai às lojas físicas como consequência das informações pesquisadas na internet, consulta o produto na loja física e compra pelo celular, compra pelo computador e retira na loja física e todo mix de integração de canais disponíveis para sua conveniência.

Diante dessa nova característica de compradores, as empresas devem se preparar, de acordo com seu modelo de negócio e estágio de amadurecimento. “Ter uma loja virtual preparada para rodar em dispositivos móveis, por exemplo, é um tema que deve estar em todas as empresas, pois o mobile commerce, já representa mais de 10% das vendas no e-commerce brasileiro (fonte E-bit)”, argumenta Guasti.

Atualmente, o mercado dispõe de soluções que vão de APPs a redes sociais. Tais plataformas podem auxiliar as empresas a oferecerem descontos, clube de vantagens e pagamentos.

“Existem companhias especializadas em plataformas responsivas que funcionam bem em mobile, tablet, notebook ou desktop. Outras têm cuponagem, fidelização e desenvolvimento de soluções de APP para lojas virtuais”, diz o presidente do Conselho de Comércio Eletrônico.

Observar o mercado é estratégia

Guasti ressalta que toda essa adesão tecnológica pode custar muito e ainda depender de uma estrutura de técnicos e especialistas para fazer as escolhas e implementá-las.

“No passado, muitas empresas lançaram soluções inovadoras antes do tempo e acabaram não sobrevivendo”, comenta Guasti, citando como exemplo o movimento chamado de Second Life, no qual plataformas tecnológicas não vingaram, uma vez que não tinham estrutura e preço para atender as demandas.

Nesse sentido, a infraestrutura na ponta do consumidor é importante na decisão de lançar agora ou em determinado prazo uma inovação. A companhia deve entender o momento do mercado e avaliar se seu consumidor ou cliente já está preparado para adotar as soluções oferecidas.