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Imprensa

14/10/2015

Para FecomercioSP, perda de grau de investimento por demais agências é questão de tempo

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São Paulo, 15 de outubro de 2015 - A instabilidade política, a rápida deterioração da economia e a visível dificuldade de ajustar as contas públicas tendem a levar o Brasil a perder o grau de investimento pelas demais agências de classificação de risco. Essa é a avaliação da FecomercioSP após a decisão da Fitch de rebaixar a nota do País de "BBB" para "BBB-". Embora a nota ainda esteja dentro do grau de investimento, a perspectiva foi mantida em negativa, o que significa que pode voltar a ser rebaixada em um futuro próximo.
 
Em setembro, a S&P retirou do Brasil o selo de bom pagador. Para a Moody´s, e agora também para a Fitch, o País encontra-se a um passo de perder o grau de investimento (exatamente no limite que separa este grupo do grau especulativo). A FecomercioSP avalia, porém, que as medidas propostas pelo Governo ou ainda são tímidas, como é o caso dos cortes de  gastos anunciados juntamente com a Reforma Ministerial, ou equivocadas, como é o caso da insistência na volta da CPMF.
 
Assim, na falta de um plano mais ousado e consistente, e diante da aparente incapacidade do Governo de articular esse projeto politicamente, a tendência é que o País perca em breve o grau de investimento também pela Fitch e pela Moody´s, o que teria implicações concretas e graves, uma vez que, por motivos estatutários, alguns fundos de pensão, principalmente internacionais, serão obrigados a sacar seus recursos do País e realocar em outras aplicações fora do Brasil.
 
O anúncio só atesta mais uma vez o quanto o mercado internacional está colocando em dúvida a capacidade do País de retomar o rumo do crescimento e o equilíbrio fiscal. De fato a situação é cada vez mais crítica e já passou da hora de as lideranças costurarem um grande pacto para tentar reverter o quadro. A FecomercioSP volta a insistir que o desequilíbrio das contas públicas é estrutural e que é preciso repensar o papel do Estado brasileiro.
 
As reações da sociedade diante de cada nova sinalização de aumento de impostos deixa evidente que a carga tributária chegou ao seu limite, de forma que o quadro só vai começar a mudar quando o Governo reconhecer os equívocos passados, aceitar que o Estado ficou grande demais e começar a articular com as principais lideranças do País um plano de longo prazo que envolva redução dos gastos e aumento da eficiência do setor público.