Notamos que você possui
um ad-blocker ativo!

Para acessar todo o conteúdo dessa página (imagens, infográficos, tabelas), por favor, sugerimos que desabilite o recurso.

Imprensa

Participantes do protesto na Avenida Paulista sugerem reforma política e combate à corrupção como soluções para atual crise

Ajustar texto A+A-

São Paulo, 17 de abril de 2015 - Lutar contra a corrupção foi o principal motivo que levou manifestantes à Avenida Paulista no último domingo, (12), segundo pesquisa realizada durante o ato pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Ao todo 1.025 participantes - 51,7% homens e 48,2% mulheres - foram questionados a respeito dos três principais motivos que os fizeram participar da manifestação, e das três principais soluções para os problemas que o levaram até lá. As questões eram abertas e não ofereciam sugestões prévias de respostas.

O levantamento mostra que o principal motivo que os levou a protestar foi o combate à corrupção (74,1%), seguido do Impeachment da presidente Dilma Rousseff (37,7%) e a insatisfação com o governo (24%). Fatores relacionados à crise econômica foram citados por 18,2% dos entrevistados. A inflação destaca-se entre os fatores que levaram os entrevistados de renda mais baixa à Avenida Paulista, tendo sido citada por 10,3% dos entrevistados com renda entre 1 a 3 salários mínimos (S.M.). Entre os entrevistados com renda superior a 10 S.M., ela foi citada por apenas 3,0%.

Quando perguntados sobre a solução para os problemas que os levaram a manifestar, medidas de reforma política e combate à corrupção foram citadas por 87,4% dos entrevistados. Entre as medidas, destacaram-se: reforma política, fim da reeleição, ficha limpa, voto não obrigatório, leis contra a corrupção, voto distrital, parlamentarismo, plebiscitos, entre outros. O Impeachment da presidente Dilma Rousseff representou 42,4% das opiniões. Melhora da educação também ganhou destaque, tendo sido citada por 17,7% dos entrevistados.

Destacam-se na participação no protesto, pessoas com renda acima de 10 salários mínimos (35,9%) e com renda de 5 a 10 salários mínimos (28,5%). Sobressaem pessoas com idade entre 36 e 55 anos (45,9%).

Para a FecomercioSP, os resultados reforçam o quadro de insatisfação com a política e o governo, mas, com exceção do impeachment, não apontam para uma demanda clara dos manifestantes, embora temas como reforma política e combate à corrupção ocupem o centro das reivindicações.

Fechar (X)