Economia

19/12/2018

Pelo quarto mês consecutivo, atacado paulista gera vagas com carteira assinada

Segundo a FecomercioSP, setor encerrou outubro com estoque ativo de 506.382 empregos formais

São Paulo, 19 de dezembro de 2018 – O comércio atacadista do Estado de São Paulo voltou a gerar vagas com carteira assinada pelo quarto mês consecutivo. Em outubro, foram criados 1.226 postos de trabalho, resultado de 16.245 admissões contra 15.019 desligamentos. Com isso, o setor encerrou o mês com um estoque de 506.382 empregos formais, alta de 1,5% em relação ao mesmo período de 2017, maior patamar desde setembro de 2015. Nos dez meses de 2018, o saldo se manteve positivo em 8.232 vínculos celetistas. Na soma dos últimos 12 meses, 7.360 postos de trabalho formais foram abertos.

Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e das informações sobre movimentações declaradas pelas empresas do atacado paulista. A pesquisa mostra o comportamento do mercado de trabalho formal no comércio atacadista em 16 regiões e dez ramos de atividades.

Em outubro, apenas um dos dez segmentos pesquisados registrou saldo negativo: energia e combustíveis (-1 vínculo). Por outro lado, os grupos de máquinas de uso comercial e industrial (388 vínculos) e de papel, resíduos, sucatas e metais (196 vínculos) abriram o maior número de vagas em outubro.

No acumulado dos últimos 12 meses, o destaque ficou por conta do comércio atacadista de atividades de máquinas de uso comercial e industrial, com 1.997 vagas, o que representa um aumento de 3,9% no estoque de empregados em relação a outubro de 2017, a maior taxa entre os dez segmentos analisados. Na sequência, os produtos farmacêuticos e higiene pessoal (3,2%) e o setor de papel, resíduos, sucatas e metais (3%). Os segmentos de vestuário, tecidos e calçados (-0,9%) e materiais de construção, madeira e ferramentas (-0,3%) foram os únicos a sofrer queda na mesma base comparativa.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, a aceleração econômica do País, mesmo que ainda em ritmo tímido, vem alavancando o processo de crescimento de empregos formais no comércio atacadista, que tem investido em mão de obra, principalmente nas atividades de suporte a outros setores. O saldo de outubro foi 70% superior ao registrado em setembro.

A Federação ainda recomenda que o empresário tenha cuidado nas projeções das vendas e nos índices de endividamento e inadimplência dos clientes, ainda que a economia dê bons tons de recuperação e isso esteja chegando no investimento em mão de obra formal – visto que o não pagamento de vendas por parte da demanda é um indicador que ainda preocupa.

Atacado paulistano
Na cidade de São Paulo, o comércio atacadista criou 430 vagas celetistas em outubro, com destaque para a atividade de alimentos e bebidas, que abriu 137 vagas, seguida por produtos farmacêuticos e higiene pessoal, com 73 novos vínculos. Em contrapartida, o segmento de materiais de construção, madeira e ferramentas eliminou 2 vagas. Dessa forma, o atacado paulistano encerrou o mês com um estoque ativo de 209.285 trabalhadores formais, alta de 1,5% em relação a outubro de 2017.

Nos dez meses do ano, 2.951 vagas foram geradas, com destaque para os atacados de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (903 vagas) e de papel, resíduos, sucatas e metais (499 vagas). No acumulado de 12 meses, 1.626 vagas foram abertas, com liderança do grupo de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (925 vagas).

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado) analisa o nível de emprego do comércio atacadista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e dez atividades do atacado: alimentos e bebidas; produtos farmacêuticos e higiene pessoal; vestuário, tecidos e calçados; eletrônicos e equipamentos de uso pessoal; máquinas de uso comercial e industrial; material de construção, madeira e ferramentas; produtos químicos, metalúrgicos e agrícolas; papel, resíduos, sucatas e metais; energia e combustíveis; e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentação declaradas pelas empresas do atacado paulista.