Negócios

07/11/2016

Plataforma que reúne meios de pagamento facilita vendas on-line

Ferramenta vale a pena para o pequeno empresário até um determinado volume de transações

Plataforma que reúne meios de pagamento facilita vendas on-line

Muitas vezes os facilitadores de pagamento permitem o formato de compra “one click buy”, ou realizar a compra rapidamente com poucos cliques
(Arte/TUTU)

Por Jamille Niero

Entre as táticas para conquistar o cliente no comércio eletrônico está a oferta de diversas opções de pagamento: do boleto ao cartão de crédito. Para disponibilizar tantas formas de pagamento, o empresário tem duas alternativas. A primeira é ele próprio ir atrás de cada companhia que fornece o serviço, como os bancos para emissão de boletos, transferências e débito em conta e cada processadora de cartão que pretende aceitar na loja virtual. A segunda é contratar um serviço que faça a integração de todos os meios de pagamento em uma única plataforma (os chamados facilitadores de pagamento).

Na visão de Pedro Guasti, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e CEO da Ebit, para o pequeno empresário, adotar uma única plataforma vale a pena, porque geralmente a empresa tem poucos funcionários, sua base de negociação com os fornecedores de meios de pagamento é baixa – já que o volume das vendas é baixo – e ele tem pouco conhecimento de como evitar fraudes.

“Para ele é mais cômodo e menos trabalhoso, apesar de ter que pagar uma taxa de transação e pela análise de fraude, pois é um serviço agregado. Por outro lado, vai aceitar imediatamente todos os pagamentos, como cartão, boleto, etc. Se não fizer isso, terá que negociar com cada fornecedor e ter a tecnologia adequada para implementar cada um deles no site, que é o mais difícil para o pequeno”, reflete. Por outro lado, se a loja virtual expandir muito em vendas, o custo de manter a plataforma pode ficar inviável, observa Guasti.

“Para quem é do e-commerce, o ideal é que tenha à disposição dos clientes, de forma segura, o maior número possível de instrumentos de pagamento. Com isso ele amplia o universo de compradores. Mas para aceitar todos esses instrumentos, precisa ter garantias. Não pode assumir riscos de fraude que são incompatíveis com o tamanho do seu negócio”, ressalta o diretor-geral da filial brasileira da ACI, empresa especializada em pagamentos on-line e físico, Hugo Costa.

Segundo ele, existem três pilares nos quais devem ser baseados os meios de pagamento que uma loja virtual oferece aos seus consumidores. O primeiro é a abrangência, com uma plataforma que possa atender todos os tipos de compradores, até aqueles de fora do Brasil (podendo usar cartões estrangeiros, por exemplo); o segundo é a segurança, para que o lojista não se exponha a riscos e perca sua rentabilidade; e, por último, a velocidade e a flexibilidade para atender os consumidores em qualquer lugar que estiverem. “Se o empreendimento descobriu que atende um nicho no Chile, não pode demorar muitos meses para ter uma interface lá, ou seja, para aceitar os pagamentos locais chilenos”, exemplifica Costa. “O meio de pagamento tem que cobrir esses três pilares”, frisa. Por isso, um facilitador que reúna todos os meios de pagamento em uma única plataforma auxilia toda essa movimentação.

Guasti ainda destaca que muitas vezes os facilitadores de pagamento permitem o formato de compra “one click buy”, que é quando o consumidor finaliza a compra rapidamente com poucos cliques, pois a loja já registrou previamente as informações em compras anteriores, evitando que o cliente preencha tudo novamente. “Caso a loja decida desenvolver internamente essa solução, deverá obter certificação de segurança PCI DSS e que é um serviço caro e complexo.”

Segurança
Para os empreendedores que optarem por uma única solução para a oferta de meios de pagamentos, a segurança de tráfego dos dados – tanto do negócio em si (como o faturamento) quanto do consumidor (como os dados do cartão ou da conta corrente) – fica a cargo da plataforma. Já para quem optou por contatar diretamente as processadoras de cartão ou os bancos, o quesito segurança depende da tecnologia do lojista e de quem forneceu o meio de pagamento, explica João Barcellos, da MundiPagg, fornecedora de plataformas de integração.

“O empresário não precisa pagar para desenvolver nenhuma solução específica nem movimentar uma equipe de tecnologia própria quando houver algum problema. Além disso, os facilitadores têm sistemas de redundâncias que evitam a perda de transações, caso o servidor da loja virtual ou do fornecedor (banco ou processadora de cartão) saia do ar”, alega Barcellos.