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Imprensa

29/12/2016

Preços de transportes pressionam custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo pelo segundo mês consecutivo

Segundo a FecomercioSP, alta foi motivada pelas multas de trânsito, que tiveram seus valores reajustados em até 66% em novembro

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São Paulo, 29 de dezembro de 2016 – Em novembro, o custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu 0,34% na comparação com outubro quando houve aumento de 0,35%. No acumulado do ano, a elevação foi de 6,12% e 7,15% nos últimos doze meses, valores bastante amenos quando comparados ao mesmo período de 2015, quando as variações eram de 10,49% e 11,30%, respectivamente. Os dados são da pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O resultado do indicador foi influenciado, pelo segundo mês consecutivo, principalmente pelo grupo de Transportes cuja elevação nos preços foi de 0,95% em novembro, atingindo 3% no acumulado do ano e 5,14% nos últimos doze meses. Essa alta pode ser atribuída às multas de trânsito, que tiveram seus valores aumentados em até 66%. A segunda maior influência foi do segmento Habitação, que variou 0,58% contra outubro, acumulando alta de 5,31% no ano e 5,52% em doze meses.

Também apresentaram alta nos preços, os grupos: Saúde (0,51%), Comunicação (0,51%), Despesas Pessoais (0,36%) e Vestuário (0,26%). Por outro lado, Educação (0,01%) e Alimentação e Bebidas (-0,09%) se mantiveram praticamente estáveis, e Artigos do Lar teve redução de 1,08%.

As famílias das classes A e B foram as que mais sentiram o aumento nos preços em novembro, com alta de 0,34% e 0,50%, respectivamente. Já as classes E e D se mantiveram estáveis, com variações, respectivamente, de 0,03% e -0,03% sendo as menos impactadas este mês.

IPV
O Índice de Preços do Varejo (IPV) registrou no penúltimo mês do ano queda de 0,05%, a segunda verificada desde agosto de 2014. Dessa forma, o indicador acumula 6,04% de alta no ano e 7,12% em doze meses. Em novembro de 2015, as variações eram de 9,14% no ano e 9,74% em doze meses, demonstrando que o resultado final de 2016 será mais brando que o do ano passado.
Os dois grupos determinantes do resultado geral foram Artigos de Residência, com queda de 1,16%, e Alimentação e Bebidas, que tem o segundo maior peso na composição do indicador, com decréscimo de 0,32%. Com menor influência, Despesas Pessoais também apresentou variação negativa de 0,07%.

Já as demais atividades, ordenadas da menor para a maior influência, registraram altas: Educação (0,09%), Habitação (0,19%), Vestuário (0,26%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,29%) e Transportes (0,24%).

A classe D foi a mais beneficiada pela queda dos preços apurado pelo IPV em novembro, com recuo de 0,24%. Já a classe B (- 0,01%) foi a menos impactada.

IPS
O Índice de Preços de Serviços (IPS) preservou a tendência de aceleração nos preços e assinalou alta de 0,76% em novembro, acumulando no ano uma elevação de 6,20% e em doze meses de 7,17%. Comparados aos de 2015, 11,91% no ano e 12,96% em doze meses, os resultados ainda podem ser considerados favoráveis.

Dos oito segmentos avaliados, somente Artigos de Residência registrou queda (-0,10%). Educação não apresentou variação de preços e houve alta nas demais atividades, sendo elas, da maior para a menor influência no resultado: Transportes (2,22%), Habitação (0,70%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,79%), Alimentação e Bebidas (0,25%), Comunicação (0,51%) e Despesas Pessoais (0,59%).

As famílias das classes A e B foram as que mais sentiram as altas dos preços de serviços em novembro (elevações de 0,73% e 0,96%, respectivamente). Por outro lado, as classes D e E foram as que menos sofreram com o avanço dos preços, ambas com alta de 0,29%.

Segundo a FecomercioSP, com o resultado observado em novembro, os preços praticados no varejo claramente seguem em trajetória menos pressionada que em 2015, mesmo ainda havendo uma dispersão de quedas menor na margem. A desaceleração na alta de preços do grupo Alimentação e bebidas favorece de maneira significativa a contenção da inflação e garante um alívio para o bolso dos consumidores, tendo em vista sua alta representatividade no orçamento.

Para a Federação, com os preços mais controlados, a trajetória da taxa de juros tende a seguir em queda, o que deve ajudar sobremaneira a conjuntura e consolidar o processo de recuperação da economia.

Metodologia
O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens de serviços, e o IPV 181 produtos de consumo.

As faixas de renda variam de acordo com os ganhos familiares: até R$ 976,58 (E); de R$ 976,59 a R$ 1.464,87 (D); de R$ 1.464,88 a R$ 7.324,33 (C); de R$ 7.324,34 a R$ 12.207,23 (B); e acima de R$ 12.207,24 (A). Esses valores foram atualizados pelo IPCA de janeiro de 2012. Para cada uma das cinco faixas de renda acompanhadas, os indicadores de preços resultam da soma das variações de preço de cada item, ponderadas de acordo com a participação desses produtos e serviços sobre o orçamento familiar.