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Negócios

26/02/2016

Previsões meteorológicas se tornam estratégia em tomadas de decisões

Setores produtivos lançam mão dos serviços para garantir sucesso nos negócios

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Previsões meteorológicas se tornam estratégia em tomadas de decisões

Climatempo é pioneira na consultoria meteorológica do País e oferece serviços especializados para mais de duas dezenas de segmentos.
(Arte/TUTU)

Com informações de Rachel Cardoso

Antes de sair de casa, muita gente tem como hábito conferir em rádio, TV, jornal, internet ou celular a previsão do tempo para o dia. É um costume que tem ganhado adeptos diante das constantes oscilações climáticas, com eventos extremos como temporais, enchentes, ondas de calor e secas. Mas esse cenário não influencia só a vida cotidiana da população, como afeta toda a economia do planeta.

Por isso, setores produtivos cada vez mais lançam mão dos serviços meteorológicos para garantir o sucesso dos negócios. “Trata-se de informação estratégica para a tomada de decisão”, explica o sócio-gerente comercial da Climatempo, empresa especializada em serviços meteorológicos, Nil Nunes.

O produtor Tadeuzzao Piantino é um dos dependentes do clima: ora depende do calor, ora depende do frio. Por isso, não organiza a agenda de sua produtora sem a consultoria de um meteorologista, profissional fundamental no seu dia a dia tanto para a preparação do set como para a realização da filmagem. “O custo de uma diária varia entre R$ 200 mil e R$ 1,2 milhão, por baixo, e não podemos cometer erros”, conta.

Outro exemplo de negócio que não sobrevive sem a previsão do tempo é o dos parques, aquáticos ou não. Vide o caso do Hopi Hari, cuja localização já se justifica pelo clima: foi construído em Vinhedo, local do Estado de São Paulo em que há menos incidência de chuvas. Ao ligar no empreendimento para reservar um passeio, o consumidor também tem à disposição uma linha direta com os meteorologistas para se prevenir quanto ao mau tempo.

O homem do tempo

Prova de que o uso desse tipo de estatística está cada vez mais presente no ambiente corporativo é o cardápio diversificado oferecido pela Climatempo. A empresa é pioneira na consultoria meteorológica do País e oferece serviços especializados para mais de duas dezenas de segmentos.

Com os avanços tecnológicos, as análises das previsões puderam ser feitas para períodos de tempo cada vez maiores, auxiliando inclusive órgãos governamentais na tomada de decisões, caso do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), localizado em São José dos Campos (SP). É por lá que a Climatempo fez sua mais recente investida, em parceria com o Parque Tecnológico de São José dos Campos, para instalar na cidade o seu setor de pesquisa e desenvolvimento e criar projetos inovadores com instituições e empresas da região.

O centro de pesquisa do grupo Climatempo receberá R$ 2 milhões de investimento nos próximos dois anos e triplicará o tamanho da equipe.

Segmentação

As indústrias de alimentos e bebidas também dependem da meteorologia. Sorvetes e cervejas tendem a vender mais com temperaturas mais quentes. Ao antecipar tais informações, os varejistas podem planejar melhor seus estoques. O mesmo vale para o comércio de artigos de roupas e calçados, que, no caso do calor, vendem pouco as coleções de inverno.

A mensuração equivocada dos estoques, mesmo que por fenômenos que não são do controle dos empresários, gera custos adicionais, especialmente para aqueles que estão enquadrados no sistema de substituição tributária, no qual o imposto já é cobrado antes mesmo da venda da mercadoria. Assim, as perdas das receitas e do capital de giro do setor são agravadas.

Especialmente em agropecuária, há pacotes de produtos elaborados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que administra mais de 400 estações. A entidade possui dez distritos regionais, que recebem, processam e enviam dados para a sede em Brasília.

Formação e carreira

Em relação à previsão do tempo, o Inmet emite avisos de fenômenos meteorológicos adversos para a Defesa Civil e outros órgãos governamentais de forma contínua. Graças aos meteorologistas, as estatísticas todas são traduzidas em inteligência de mercado. Não à toa, a atividade ganha destaque cada vez maior diante das adversidades do clima e das necessidades de compreender e antecipar as alterações climáticas.

Um dos grandes entraves é o pequeno número de faculdades que oferecem o curso de graduação, pouco mais de uma dezena em todo o País. Algumas regiões brasileiras importantes, como o Centro-Oeste, não oferecem um único curso, apesar de o estudo ser vital para a agricultura, levando muitos formandos a migrar. A situação melhorou um pouco após a passagem do furacão Catarina pela Região Sul do Brasil, em 2004.

A profissão é regulamentada por lei federal e a graduação exige curso de bacharelado em uma faculdade. O curso demanda estudos de Física e Matemática, pois meteorologia é basicamente a física de fluidos.

Clique aqui e leia a matéria completa, publicada na revista C&S.