Notamos que você possui
um ad-blocker ativo!

Para acessar todo o conteúdo dessa página (imagens, infográficos, tabelas), por favor, sugerimos que desabilite o recurso.

Sustentabilidade

11/09/2017

Prós e contras dos carros elétricos

Especialistas ouvidos pela FecomercioSP apontam vantagens e desvantagens em relação aos veículos a combustão

Ajustar texto: A+A-

Prós e contras dos carros elétricos

No início do século 20, esses veículos chegaram a ser mais comuns nos Estados Unidos do que os movidos a gasolina
(Arte/TUTU)

O carro elétrico se tornou um dos símbolos da preservação ambiental e da luta contra o aquecimento global por não emitir gases prejudiciais ao meio ambiente ou à saúde. No início do século 20, esses veículos chegaram a ser mais comuns nos Estados Unidos do que os movidos a gasolina. O cenário, no entanto, mudou com as descobertas de petróleo no país e as invenções do motor de arranque elétrico e do silenciador, que fizeram dos carros a gasolina opções mais baratas e práticas para a população.

Para o especialista em inovação da CPFL Energia, Danilo Nascimento, a grande desvantagem da categoria se refere à autonomia, uma vez que a bateria do veículo elétrico não armazena tanta energia quanto um tanque de combustível. Essa situação, no entanto, deve mudar, acredita Nascimento. “As baterias evoluíram bastante ao longo dos últimos anos. Esperamos que, em pouco tempo, grande parte dos veículos tenha autonomia similar àquela dos veículos a combustão”, diz.

Veja também:
Carro elétrico conquista mercados nacional e internacional
Falta política pública para incentivar uso do carro elétrico no Brasil

Outro fator negativo é o tempo de carga. “Estudos estão sendo feitos, mas as tecnologias atuais de baterias exigem recargas lentas. Um veículo com tecnologia nova roda até 300 quilômetros. Um mais antigo tem autonomia para percorrer 150 quilômetros. As recargas das baterias podem ser feitas em tomadas comuns por oito horas (em 220 V) ou 20 horas (110 V). Há também a possibilidade de recarregar o carro em eletropostos. Ao todo, são cem no País”, afirma o especialista. Com a intenção de identificar o impacto energético desse mercado de veículos elétricos, bem como a demanda em redes de distribuição de energia, a CPFL Energia instalou 25 eletropostos em espaços públicos, semipúblicos e privados. O próximo passo do programa da companhia é instalar um Laboratório Real de Mobilidade Elétrica na região metropolitana de Campinas. O objetivo é a coleta de dados em regime real de operação das diversas aplicações e implicações da tecnologia, possibilitando o estudo e o aprofundamento dos impactos reais sobre o setor elétrico. “Os estudos estão sendo desenvolvidos por instituições de renome nos âmbitos nacional e internacional, o que consolidará uma visão global e sistêmica de como o assunto é abordado em diferentes partes do mundo. Isso permitirá identificar as barreiras a serem superadas em território brasileiro e atingir os objetivos do projeto”, explica o especialista em inovação da CPFL Energia. Para o presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Guggisberg, nos médio e longo prazos, as vantagens se sobrepõem. Segundo ele, além dos benefícios para o meio ambiente, o elétrico apresenta uma série de ganhos quando comparado ao movido a combustíveis fósseis, como gasolina. “Gera menos poluentes, não emite ruídos e faz uso mais adequado da eficiência energética. Ainda tem custo bem menor de manutenção e maior durabilidade. Apesar de ainda ser considerado como carro de luxo no País em razão do alto valor para aquisição, as vantagens são significativas”, conclui.

“Além dos estudos citados acima, é fundamental que o governo avalie a diminuição de gastos com saúde pública – pela redução dos poluentes nos centros urbanos – e que assim possa formular políticas públicas adequadas para o incentivo do uso dos veículos elétricos, incluindo o transporte público de passageiros, caminhões de coleta de lixo e frotas policiais, entre outros”. É o que afirma a assessora técnica do Conselho de Sustentabilidade da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Cristiane Cortez.