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Economia

05/12/2016

São Paulo e Rio de Janeiro recebem debates sobre o papel do Estado

FecomercioSP e UM BRASIL reúnem especialistas do Brasil e dos Estados Unidos para analisar as principais questões que envolvem o tema

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São Paulo e Rio de Janeiro recebem debates sobre o papel do Estado

Objetivo é promover discussões sobre o nível de interferência que o Estado deve ter na economia
(Arte/TUTU)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e a plataforma UM BRASIL realizam neste mês o evento “Estratégias para o crescimento: a mudança do papel do Estado”. Os debates acontecerão no Rio de Janeiro, no dia 12, e em São Paulo, no dia 13.

Os ciclos de palestras incluem ainda, como realizadores: Columbia Global Centers - Rio de Janeiro, Center on Global Economic Governance e Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV Ebape).

O objetivo é promover discussões sobre o nível de interferência que o Estado deve ter na economia. Além das análises do cenário nacional, vários convidados contribuirão com reflexões sobre experiências implementadas em outros países.

As inscrições para os debates vespertinos do evento “Estratégias para o crescimento: a mudança do papel do Estado” são gratuitas e podem ser efetuadas aqui.

Painéis do dia 12
No dia 12, no salão nobre da FGV Rio, fará parte dos painéis a presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques.

A programação incluirá ainda dois especialistas que já passaram pelo UM BRASIL: o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida e o diretor do Columbia Global Centers - Rio de Janeiro, Thomas Trebat.

Na entrevista, Almeida comentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece um limite para os gastos públicos nos próximos 20 anos. Ele afirmou que não haverá engessamento do orçamento, nem comprometimento das despesas com saúde e educação, uma vez que, pela regra atual, o governo deve gastar 13,2% da receita corrente líquida com saúde neste ano. No ano que vem, esse porcentual sobe para 13,7%, até atingir 15% em 2020.

“A PEC antecipa essa vinculação maior para o ano que vem. Com aumento do piso, a conta aumenta em pelo menos R$ 10 bilhões. A partir de 2018, a regra para a saúde passa a ser esse piso maior corrigido pela inflação. A saúde não está perdendo dinheiro algum. Está ganhando porque está se antecipando à vinculação maior”, disse Almeida.

Thomas Trebat, em entrevista divulgada em abril de 2015, afirmou que falta discussão honesta sobre o que o País pode deixar de gastar. “Acho que o debate sobre carga tributária envolve a sociedade refletir e dizer que, se a carga tributária tem que ser diminuída – e tem que ser –, quais serviços podem ser dispensados. Por exemplo, são necessários 39 ministérios? Se não, por que existem?”, comentou o economista.

Painéis do dia 13
Os debates do dia 13, que acontecerão na sede da FecomercioSP, em São Paulo, contarão com palestrantes como o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn.

Entre os convidados, novamente estarão analistas que participaram do UM BRASIL. É o caso do diretor executivo do Banco Mundial para o Brasil, Otaviano Canuto e do diretor do BRICLab da Universidade de Columbia, Marcos Troyjo.

Canuto afirmou, em entrevista de fevereiro de 2015, que o País paga o preço pelos privilégios de alguns grupos. “Já passamos do tempo de passar um pente fino nas diversas ‘caixinhas’ do gasto público brasileiro”, disse, ressaltando a necessidade de escolha de prioridades.

Marcos Troyjo falou sobre a funcionalidade do Estado em junho do ano passado. Na ocasião, o economista afirmou que o Brasil é um país com muitas “amarras burocráticas” que prejudicam o desempenho do empreendedorismo brasileiro. “Precisamos passar por uma reforma interna. O planejamento estratégico é algo que deve ser recuperado em grande medida.”