Economia

15/08/2019

Setores de comércio e serviços abrem 9.238 empregos formais em junho, aponta FecomercioSP

De acordo com a Entidade, empresas com até quatro funcionários se destacaram na abertura de vagas no primeiro semestre

São Paulo, 15 de agosto de 2019 – Após fechar mais de 3 mil empregos no mês de maio, o mercado de trabalho dos setores de comércio (varejista e atacadista) e de serviços no Estado de São Paulo mostrou sinais de recuperação. Em junho, 9.238 empregos formais foram criados, resultado de 277.679 admissões contra 268.441 desligamentos. Com esse desempenho, os grupos encerram o mês com um estoque ativo de 10.114.899 vagas. Enquanto o comércio apresentou estabilidade, o setor de serviços voltou a puxar alta, com abertura de 8.839 vínculos empregatícios.
 
De acordo com a FecomercioSP, o segmento administrativo e serviços complementares apontou recuperação ao abrir 3.991 novos postos de trabalho em junho – após o fechamento de mais de 5 mil vagas em maio. Além disso, no panorama geral, a maioria das atividades de serviços registrou bom desempenho no mês, exceto educação, o que era previsto em decorrência da sazonalidade já conhecida pelo fiml do primeiro semestre letivo.
 
Segundo a assessoria econômica da Federação, as empresas com até quatro funcionários se destacaram na abertura de vagas no primeiro semestre: foram quase 104 mil empregos criados por elas, ao passo que as que possuem mais de 5 colaboradores perderam em torno de 22,5 mil vagas no período.
 
Os dados compõem as pesquisas de emprego no comércio varejista, atacadista e setor de serviços do Estado de São Paulo (PESPs Varejo, Atacado e Serviços), apuradas mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e no impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
 
Destaque PMEs
Segundo levantamento da FecomercioSP, enquanto o total do varejo perdeu 29.133 vagas no primeiro semestre, as empresas com até quatro funcionários criaram 25.822 empregos formais. No atacado, 2.333 vagas foram geradas nesse período: empresas com até quatro funcionários abriram 5.522 empregos formais (137%). Já o setor de serviços criou 108.318 vagas no primeiro semestre, e os estabelecimentos com até quatro funcionários foram responsáveis 72.639 empregos formais (67%).
 
Segundo a Entidade, o bom desempenho é justificado pelo crescimento dos pequenos negócios, pela proximidade com o cliente e pelo fato de esses estabelecimentos não terem significativa capacidade de reduzir o número de trabalhadores em época de crise, pois já operam com o quadro apertado – e quando a demanda aumenta, precisam imediatamente fazer novas contratações.
 
Novas modalidades 
Desde janeiro de 2019, a FecomercioSP também apura os dados das novas relações designadas pela Reforma Trabalhista, por intermédio da Lei n.º 13.467/2017, sancionada há dois anos e em vigor desde novembro de 2017. Além do caráter estatístico, são informações importantes ao empresário, já que novas possibilidades das jornadas de trabalho e desligamentos por acordo são alguns dos principais pontos ocasionados pela reforma.
 
Em junho, foram registrados 3.848 desligamentos por acordo entre empregado e empregador, no qual, entre outras características, ressalta-se pagamento de metade da multa rescisória sobre o saldo do FGTS (20%), prevista no § 1º, do art. 18, da Lei n.º 8.036/1990, e saque de até 80% do saldo do FGTS por parte do trabalhador. Esse número corresponde a 1,43% do total de desligamentos gerais no mês. O setor de serviços (-2.582) foi o que liderou, seguido pelos segmentos varejista (-983) e atacadista (-283).
 
Na modalidade intermitente, foram abertos 2.650 novos postos no Estado de São Paulo, provenientes de 4.110 admissões contra 1.460 desligamentos. O setor de serviços criou 2.501 empregos formais, seguido pelo varejo, com 134 novos vínculos. Atacado abriu apenas 15 vagas nessa modalidade. Considera-se como intermitente o contrato de trabalho não contínuo, e ocorre com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador, exceto ocupações regidas por legislação própria.
 
Já o trabalho parcial, jornada cuja duração não excede 30 horas semanais (CLT, art. 58-A), registrou 259 vínculos em junho. O comércio varejista foi o que gerou mais postos de trabalho (196); enquanto serviços abriu 63 vagas; e atacado permaneceu estável nessa modalidade.
 
Varejo
O mercado de trabalho formal do comércio varejista gerou 199 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 71.434 admissões contra 71.235 desligamentos. Dessa forma, o setor encerrou o mês com um estoque ativo de 2.067.247 vínculos empregatícios – leve alta de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, 18.579 vagas foram criadas.
 
Atacado
O comércio atacadista no Estado de São Paulo criou 200 postos de trabalho com carteira assinada em junho: 14.665 admissões contra 14.465 desligamentos. Com isso, o setor encerrou o mês com um estoque ativo de 517.169 vínculos empregatícios – alta de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 12 meses, foram cridas 9.114 vagas.
 
Serviços
O setor de serviços no Estado de São Paulo retomou o ritmo e puxou o saldo positivo de contratações em junho: foram criados 8.839 empregos formais, provenientes de 191.580 admissões contra 182.741 desligamentos. Com esse desempenho, encerrou junho com um estoque ativo de 7.530.483 postos de trabalho – alta de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o saldo também foi positivo, com 123.822 vínculos.
 
Nota metodológica
Pesquisa de Emprego no Comércio do Estado de São Paulo (PESP) 
A Pesquisa de Emprego no Comércio do Estado de São Paulo (PESP) analisa o nível de emprego do comércio varejista, atacadista e de serviços em seus ramos de atividades (CNAE) selecionados, por meio de dados entregues dentro e fora do prazo determinado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged).