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Negócios

25/02/2019

Tendência de juros baixos aumenta expectativa de vendas no comércio em 2019

Cenário atrelado ao possível aumento de vagas no mercado de trabalho pode melhorar a confiança do consumidor e impulsionar a aquisição de produtos de alto valor agregado

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Tendência de juros baixos aumenta expectativa de vendas no comércio em 2019

Manutenção da Selic no menor patamar histórico dá melhores condições aos consumidores na hora de fazer empréstimo
(Arte: TUTU)

A tendência de manutenção ou redução da taxa básica de juros do País, a Selic, aumenta a expectativa de que o comércio terá mais um ano positivo de vendas. Isso porque manter a taxa no menor patamar histórico afeta diretamente os juros do crédito ao consumidor. A taxa está em 6,5% ao ano desde o fim do ciclo de quedas, em março de 2018.

O cenário – atrelado ao possível aumento de vagas no mercado de trabalho – pode melhorar a confiança do consumidor e impulsionar a aquisição de produtos de alto valor agregado. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima que tal conjuntura aqueça principalmente as vendas do setor de bens duráveis, como eletrodomésticos, eletrônicos, móveis e veículos.

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Em 2018, segundo dados do Banco Central (BC), o crédito registrou seu valor mais baixo desde 2013 com taxa média de mercado de 48,9% ao ano em dezembro. Com essa queda, os consumidores utilizaram ao longo do ano passado todas as modalidades de crédito para ampliar o seu consumo. O maior avanço ficou com o crédito pessoal, 22,3%, em termos nominais. A concessão para compra de veículos cresceu 17,4%, e o cartão de crédito registrou aumento de 11,1%.

Esta tendência de queda em relação ao ano anterior se refere a todas as modalidades de crédito. O destaque ficou por conta do rotativo do cartão de crédito, que passou de 332% em dezembro de 2017 para 285% no mesmo mês do ano passado. No total do cartão de crédito, houve retração de 13,5 pontos porcentuais (p.p.) na taxa em um ano. As quedas nas taxas do cheque especial e do crédito pessoal ficaram em 10,4 p.p. e 2,6 p.p., respectivamente.