Economia

11/06/2018

Varejo na região de Osasco fechou 546 postos de trabalho formais, aponta FecomercioSP

Segundo a entidade, estoque total de trabalhadores do setor recuou 1,1% em relação a março de 2017, o segundo pior desempenho do Estado de São Paulo

São Paulo, 11 de junho de 2018 – Em março, o comércio varejista na região de Osasco fechou 546 postos de trabalho, resultado de 5.092 admissões contra 5.638 desligamentos. Nos últimos 12 meses, foram eliminados 1.427 vínculos celetistas. Com isso, o varejo da região encerrou o mês com um estoque ativo de 131.541 trabalhadores formais, queda de 1,1% sobre março de 2017, o segundo pior desempenho entre as 16 regiões analisadas.

As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Entre as nove atividades analisadas, apenas duas apresentaram elevação no estoque total de trabalhadores em relação a março de 2017: eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (2,1%) e farmácias e perfumarias (0,8%). No sentido contrário, os segmentos de lojas de móveis e decoração (-5,1%), outras atividades (-4,1%); e concessionárias de veículos (-0,8%) registraram as maiores taxas de retração no estoque total de empregos no mesmo período.

Desempenho estadual
O primeiro trimestre do ano é tradicionalmente marcado pelo fechamento de vagas formais no comércio varejista. Passada a melhor época do ano para o setor – Natal e liquidações de janeiro –, é esperado um ajuste no quadro de funcionários, e em 2018 não foi diferente. De janeiro a março, o varejo paulista eliminou 28.470 vínculos com carteira assinada. Vale ressaltar, porém, que este foi o menor número de vagas fechadas para o período desde 2014.

Em março, 4.738 empregos celetistas foram extintos, resultado de 76.591 admissões e 81.329 desligamentos. Dessa forma, o comércio varejista paulista encerrou o mês com um estoque ativo de 2.060.739 vínculos com carteira assinada – leve alta de 0,4% na comparação com o mesmo mês de 2017. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo foi positivo em 8.225 vagas.

Dentre as nove atividades pesquisadas, cinco apresentaram redução na quantidade de trabalhadores no comparativo anual, com destaque para as lojas de móveis e decoração (-1,6%) e para as lojas de vestuário, tecidos e calçados (-1,3%). Por outro lado, os melhores desempenhos ficaram por conta dos segmentos de farmácias e perfumarias (2,9%) e de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (3%).

Segundo a FecomercioSP, o desempenho negativo do mercado de trabalho formal varejista em março, assim como no primeiro trimestre de 2018, já era esperado. Esse resultado é reflexo da dispensa dos trabalhadores contratados temporariamente para o fim do ano, conforme se nota pelos fechamentos de postos de trabalho nos setores de lojas de vestuário, tecidos e calçados e de supermercados, responsáveis pelo maior número de contratações no período de festas.

Ainda de acordo com a Entidade, a perspectiva dos próximos meses é de estabilização e de recuperação gradual de postos de trabalho, principalmente no segundo semestre e nos meses com datas especiais comemorativas.

Região de Osasco
Barueri, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Embu, Embu Guaçu, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana do Parnaíba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista.

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo) analisa o nível de emprego do comércio varejista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e nove atividades do varejo: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; materiais de construção; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; supermercados; e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).