Economia

12/02/2019

Varejo paulista deve avaliar necessidade de ajuste no quadro funcional

Desligamentos são comuns no primeiro trimestre de cada ano, após o aumento das contratações de funcionários temporários para o Natal

Varejo paulista deve avaliar necessidade de ajuste no quadro funcional

Setor gerou quase 4 mil vagas apenas em dezembro de 2018, puxado pelos supermercados e pelas lojas de vestuário, tecido e calçados
(Arte: TUTU)

O varejo paulista gerou quase 4 mil vagas com carteira assinada em dezembro de 2018. Neste início de ano, os empresários do setor precisam avaliar o quadro funcional da empresa. Essa análise é comum no primeiro trimestre de cada ano, um ajuste necessário após o aumento das contratações de funcionários temporários para o Natal.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) alerta que desligamentos também pedem planejamento e são fator importante para o lado financeiro da empresa. A Entidade indica que os gestores façam a análise quantitativa e qualitativa dos colaboradores para verificar se o atual tamanho do quadro atende de forma correta e produtiva os clientes em 2019.

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O setor criou, em dezembro, 3.965 empregos, resultado de 74.426 admissões e 70.461 desligamentos. Com isso, o estoque ativo do varejo paulista atingiu 2.101.748 vínculos empregatícios ativos, o maior desde janeiro de 2016. Ao observar dados apenas dos meses de dezembro, constata-se que, em 2018, houve o melhor resultado desde 2007. As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo), realizada mensalmente pela FecomercioSP.

A pesquisa é feita com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e no impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O resultado de dezembro foi puxado pelos supermercados e pelas lojas de vestuário, tecido e calçados, que geraram 2.132 vagas e 3.411 vagas, respectivamente. A maior redução ocorreu no grupo outras atividades, com o corte de 1.119 vagas.

No acumulado dos 12 meses de 2018, o setor abriu 12,539 mil vagas. Esse é o melhor fechamento anual desde 2014, impulsionado pelos supermercados (6.898 vagas) e farmácias e perfumarias (4.268 vagas). Em contrapartida, as maiores perdas ocorreram no varejo de materiais de construção (-1.070 vagas) e lojas de vestuário, tecido e calçados (-1.624 vagas).

Desempenho por região
No mês de dezembro, os melhores resultados se concentraram no Litoral (1.240 vagas) e na região de Taubaté (943 vagas). As maiores retrações foram registradas nas regiões de Guarulhos (116 vagas) e de Osasco (164 vagas).

No acumulado do ano, os destaques positivos ficam por conta da capital (3.305 vagas), de Osasco (2.396 vagas) e da região de Ribeirão Preto (2.611 vagas). No período, Araçatuba eliminou 294 vagas no comércio varejista, o pior resultado.