A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reitera o pedido para que o governo reverta as medidas que vem adotando desde 2010 para frear a valorização do real frente ao dólar. Quando lançou o seu “arsenal cambial” para conter a alta do real, os argumentos se justificavam, havia um excesso de liquidez internacional. No entanto, o momento agora é outro. O dólar vem subindo acentuadamente e acumula alta de mais de 9% nos últimos 20 dias, cotado a R$ 2,04 nesta segunda-feira.
Nesse sentido, as atuações do governo federal somente tendem a encarecer ainda mais o custo de bens e serviços brasileiros, comprometendo o bom momento da economia, bem como impondo efeitos artificiais ao câmbio em defesa da indústria, reduzindo ainda mais a competividade dos produtos nacionais ante os importados.
Entre as medidas, o governo elevou o prazo de isenção da alíquota de IOF de 6% para cinco anos para a tomada de empréstimos fora do País, aumentou o IPI de carros importados produzidos fora do Mercosul em 30 pontos porcentuais, além de encarecer as compras feitas com cartão de crédito no exterior.
O “arsenal cambial” certamente terá efeito sobre a inflação, em especial sobre os preços de energia e aluguel, com reflexos sobre a economia como um todo. Então, para o bem do ambiente brasileiro, a FecomercioSP defende a revogação das medidas artificiais adotadas pelo governo de valorização do real ante o dólar. A entidade entende que seria possível compensar ao menos o aumento dos custos de produtos e de captação de recursos a serem provocadas pelo novo posicionamento do câmbio.