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Conselho de Relações Internacionais

23/07/2020

Pandemia exige rápida adaptação da logística na América Latina

Webinário internacional discute os desafios do setor no Brasil, na Argentina e na Bolívia

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Pandemia exige rápida adaptação da logística na América Latina

Sem parar na quarentena, logística é fator de competitividade nos negócios
(Arte/Tutu)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com o Todologistica & Comércio Exterior, realizou, na terça-feira (21), um webinário internacional para discutir os desafios do setor de logística durante a pandemia de covid-19 na América Latina. A Entidade foi representada pelo vice-presidente e presidente do Conselho de Relações Internacionais, Rubens Medrano.

Acompanhada por empreendedores e profissionais de logística e de comércio exterior, a webconferência apresentou um diagnóstico das dificuldades e da necessidade de aprimoramento do setor no Brasil, na Argentina e na Bolívia.

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Os palestrantes destacaram que, diferentemente das atividades que tiveram de ser temporariamente interrompidas, a pandemia exigiu reforço e adaptabilidade dos processos logísticos, em função do aumento das vendas online e da necessidade de suprir a demanda dos setores essenciais, levando em consideração as medidas sanitárias para conter a proliferação do novo coronavírus.

De forma geral, Medrano ressaltou que a logística, quando bem implementada na América Latina, promove um cenário mais favorável, competitivo e promissor às empresas no comércio exterior. Além disso, frisou que, a despeito da pandemia, a atividade não pode ser realizada no ambiente online. “Ainda que parte das vendas ocorra de forma virtual, a entrega é física. Então, a logística tem um papel muito importante para que os produtos cheguem com segurança às lojas e aos consumidores”, afirmou o representante da FecomercioSP.

No encontro online, diretor-executivo da Natura nas áreas de supply chain e integração, Nestor Felpi, comentou que a empresa tirou lições da greve dos caminhoneiros, ocorrida em 2018, para aperfeiçoar os procedimentos de transporte e estoque de produtos. “A minha mensagem é que, neste momento, o setor busque alternativas e tenha flexibilidade. A logística não pode parar”, salientou Felpi.

O diretor de Estudos e Pesquisas da Associação Argentina de Logística Empresarial (Arlog), Alejandro Leiras, pontuou que a pandemia acentuou a importância de novas tecnologias e treinamento de equipe. “Uma das coisas que temos observado é como o mundo logístico pode pôr em prática diversas ferramentas para se adaptar a uma demanda diferente.”

Na Bolívia, onde apenas 26% das empresas calculam o custo da logística em seus negócios, a atividade encontrou desafios de competitividade. “De cada US$ 100 que a Bolívia vende, US$ 18 são gastos no processo logístico. O custo logístico na América Latina é 30% mais barato do que aqui”, relatou o presidente da Câmara Boliviana de Operadores Logísticos, Oscar Zurita.

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