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Negócios

27/10/2017

Black Friday se aproxima e comércio eletrônico estima 15% de aumento nas vendas

Planejamento deve ser feito seis meses antes da data que deve faturar R$ 2,19 bilhões neste ano, segundo o presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e CEO da Ebit, Pedro Guasti

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Black Friday se aproxima e comércio eletrônico estima 15% de aumento nas vendas

De acordo com a Ebit, os eletrônicos lideram o ranking de intenção de compras, com 34%, seguido de eletrodomésticos (27%), informática (24%) e telefonia e celulares (23%)
(Arte/TUTU)

Por Priscila Trindade

O dia 24 de novembro de 2017 não será uma sexta-feira qualquer para o comércio, pois é justamente nessa data que inúmeros consumidores irão atrás das ofertas da Black Friday. E as tão esperadas promoções devem fazer o e-commerce faturar R$ 2,19 bilhões neste ano, 15% a mais que o valor vendido em 2016.

“Se a empresa se preparou para a Black Friday, as vendas podem ter um volume muito superior a um dia normal. Enquanto numa sexta comum o comércio eletrônico registra R$ 120 milhões de faturamento, a Black Friday pode superar esse número em 20 vezes em apenas um dia”, afirma o presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e CEO da Ebit, Pedro Guasti.

A dica principal para obter sucesso está no planejamento. O ideal, segundo Guasti, é se preparar seis meses antes do evento porque é necessário decidir quais produtos serão negociados com desconto e, depois, cuidar do marketing e da parte operacional, que envolve atendimento e tecnologia.

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A loja pode começar a implementar desde já uma página especial no site com dicas de compras para o consumidor. Hoje, alguns dos maiores estabelecimentos do País estão com ações de divulgação nos sites como contagens regressivas e banners. Na semana da Black Friday, é interessante criar uma expectativa, avisar quanto tempo falta para a data e dar mais espaço e destaque no site para as promoções.

“Se a empresa atua nos dois canais – físico e online –, aproveite e faça promoções também no varejo offline. Além dos bens de consumo, também é possível oferecer preços especiais para diversos tipos de serviços”, aconselha Guasti.

Mas além de preço reduzido, os consumidores querem receber o produto no prazo prometido, até porque prometer e não cumprir é prejudicial para a imagem da empesa. Para não deixar o cliente insatisfeito, é preciso estar atento ao estoque e à demanda.

Espera-se que os itens mais procurados sejam produtos de maior valor agregado. De acordo com a Ebit, os eletrônicos lideram o ranking de intenção de compras, com 34%, seguido de eletrodomésticos (27%), informática (24%) e telefonia e celulares (23%).

A busca pelos itens de desejo sobrecarrega os sites de compras durante a Black Friday. Para evitar problemas no ambiente virtual, é recomendável fazer os chamados “testes de estresse” preliminarmente. Esses testes, em que um software simula de dezenas a centenas de milhares de usuários simultâneos, servem para averiguar a capacidade de acesso do site. Ao mensurar a carga de tráfego de usuários fica mais fácil não ser surpreendido com falhas e sair do ar.

Público
O público que aguarda pela Black Friday pode ser dividido em dois: o que espera descontos para renovar seus eletrôeletronicos e aproveitar as ofertas e o que pretende antecipar as compras do Natal. Varejistas que ficam de fora da Black Friday perdem oportunidades de negócios porque não se enquadram nesses dois grupos.

Apesar da definição do público, o comportamento do consumidor mudou no último ano. O constante aumento na utilização do mobile (smartphones) deve refletir nas vendas. Pedro Guasti destaca que, no fim de 2016, 20% de tudo que foi vendido no e-commerce foram feitos via smartphone. Neste ano, esse dado deve superar os 30%. “As lojas devem adaptar suas plataformas para o bom funcionamento em telas pequenas”.

Outra tendência para 2017 está no interesse das empresas em dar descontos maiores para pagamentos à vista. As lojas também mostram interesse em diminuir os prazos de pagamento de 12, para 10 ou 8 vezes. A estratégia pode atrair os compradores que querem fugir de dívidas longas.

Data
O primeiro Black Friday do Brasil foi realizado em 2011 totalmente online. Ao longo dos anos seguintes, a data rendeu bons resultados, e as lojas físicas aderiram à ideia. Assim como nos Estados Unidos, onde foi originada, a Black Friday brasileira ocorre anualmente em novembro. Por alavancar as vendas fora de períodos já tradicionalmente bons para o segmento, como Natal, Dia das Mães e dos Namorados, a data já se consolidou. Em razão disso, a FecomercioSP é favorável à manutenção da Black Friday no fim de novembro.

A sugestão para alterar a data da Black Friday a partir de 2018, que passaria de novembro para o mês de setembro ou outubro, é discutida pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). A alteração teria por objetivo diminuir o impacto de vendas e a redução das margens de lucro da Black Friday no período de Natal.

Para a FecomercioSP, a proposta de mudança, se prosperar, terá pouco efeito prático. Além disso, segundo a Federação, os meses sugeridos de setembro ou outubro preocupam os varejistas, pois coincidem com o calendário de lançamento da indústria da moda e também com o Dia das Crianças – principal data dos varejistas de brinquedos antes do Natal.