Economia

17/08/2015

Brasil avança na área social, mas têm outros desafios a enfrentar, diz ONU

País sinaliza melhorias na redução da pobreza, mas erra no que se refere à infraestrutura

Brasil avança na área social, mas têm outros desafios a enfrentar, diz ONU

Da Conselhos nº 31

Em dezembro de 2014, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, apresentou a síntese do relatório O caminho para a dignidade até 2030”.  

O documento apresenta um conjunto de resultados alcançados e novos planos de ação para obter as metas firmadas em 2000 por 189 nações no compromisso de combater a extrema pobreza e outros males da sociedade. Os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) deverão ser alcançados até o final de 2015.  

O Brasil foi um dos países que mais avançaram na redução da pobreza e da desigualdade de renda nos últimos 15 anos, afirma o Programa das Ações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). “O desempenho do Brasil tem sido excelente”, ressalta Raynne Ferreti Moraes, oficial nacional para o Brasil da ONU-Habitat.

Embora tenha sido atingida a meta de reduzir pela metade os lares sem acesso à água e esgoto, os resultados ainda são muito fracos. A ONU frisa que o desenvolvimento não deve ser medido por meio de um único índice. É preciso conjugar os eixos sociais, econômicos e ambientais.

Outros problemas no País foram levantados pelo relatório, como a ausência de decisões efetivas de âmbito social e no que se refere à infraestrutura.

No quesito sustentabilidade, o pesquisador de políticas sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rafael Guerreiro Osório, diz que o documento deixa a desejar. “Não se deve medir apenas o desmatamento dos países. Seria necessário manter uma taxa de cobertura de floresta nativa para saber se os países conseguem manter o que têm. É preciso incluir um indicador que dê valor real ao meio ambiente”, defende.

Os especialistas reforçam ainda que, mais importante do que os números é a mobilização global em torno de grandes problemas da humanidade e a capacidade de reunir pessoas que pensam de maneira diferente e conversam entre si em torno de grandes temas, como mortalidade infantil e casamento gay.

Confira a matéria na íntegra, publicada na edição 31 da revista Conselhos, clicando aqui.