Negócios

23/11/2017

CEO do Grupo Bio Ritmo conta história de sucesso que começou após acidente de esqui

Edgard Corona fala em entrevista à revista “C&S” sobre o mercado de academias e afirma que quem não se adapta, morre

CEO do Grupo Bio Ritmo conta história de sucesso que começou após acidente de esqui

Academias Bio Ritmo e Smart Fit faturam juntas R$ 1 bilhão por ano
(Arte:TUTU)

Com informações de Filipe Lopes

Um acidente de esqui mudou o rumo profissional do engenheiro químico e CEO do Grupo Bio Ritmo, Edgard Corona. Depois de sair da empresa da família, Corona conseguiu se destacar no mercado de academia ao analisar o comportamento dos clientes.

Ele percebeu que a rotina frenética das pessoas exigia ofertas de experiências sensoriais, coisa que a maioria das academias não oferecia. Quase dez anos após o sucesso da Bio Ritmo, o empresário inovou novamente e lançou a Smart Fit – com mensalidades a partir de R$ 59,90. Hoje, a Bio Ritmo tem 30 unidades, e a Smart Fit, 380. Juntas, as academias faturam R$ 1 bilhão por ano, sendo que os planos mensais mais baratos são responsáveis por cerca de 80% dos lucros.

“Nós temos muito mais gente com pouca renda do que com muita. Isso é característica do Brasil. Democratizar significa dar acesso, e, para isso, é preciso estar com tíquete que permita a frequência das pessoas”, diz.

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Para o executivo, o segredo do crescimento depende muito da forma como a empresa se adapta às necessidades dos clientes. “Se for olhar, a Kodak era uma marca que tinha 95% do mercado de fotografia, e três anos depois, não existia mais. Em um mundo dinâmico, precisamos nos adaptar. Se você não se adaptar, morre”, afirma.

Com a boa aceitação da Smart Fit no mercado, a Bio Ritmo lançou as microgyms, que integram o novo modelo chamado pela empresa de "Mall Fitness", com diversas microacademias dentro de uma. Entre as novidades está a Torq Cycle Experience, uma sala com bicicleta com estímulos sonoros e visuais, que promove uma competição entre os alunos.

Os planos para 2018 incluem a abertura de 110 a 130 novas lojas, sendo metade no Brasil e o restante na América Latina. A rede de academias deve inaugurar unidades na Argentina, onde hoje ainda não atua.

Confira a entrevista completa na revista C&S – edição 53.