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Negócios

19/08/2015

Com avanço de operações criminosas, sistemas de proteção são prioritários

Segurança das transações bancárias nas redes foi amplamente discutida no segundo dia do VII Congresso Fecomercio de Crimes Eletrônicos

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Com avanço de operações criminosas, sistemas de proteção são prioritários

Por Deisy de Assis

Os riscos estabelecidos com o avanço nos modos de operação dos crimes eletrônicos deixam uma necessidade muito clara: a eficiência dos sistemas de proteção das redes. Essa prioridade foi destacada pelos palestrantes durante o encerramento do VII Congresso Fecomercio de Crimes Eletrônicos, na tarde desta quarta-feira.

A discussão se intensificou no âmbito das operações bancárias, que são realizadas predominantemente por meios eletrônicos. Para se ter uma ideia, entre 2010 e o ano passado a internet banking cresceu mais que 200% e aproximadamente 53% dos pagamentos foram efetuados de forma eletrônica.

“Os bancos sofrem com fraudes desde o final dos anos 1990 e houve um grande investimento em segurança desde então. Porém, por outro lado, há a economia do crime tentando se manter”, argumentou o Diretor da NS Prevention Inteligência Cibernética, Domingo Montanaro.

Para o Diretor de Políticas de Negócios e Operações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Leandro Vilain, o sistema antifraude do Brasil é altamente desenvolvido. “Dos mais de R$ 20 bilhões investidos pelos bancos no ano passado, 10% foi destinado à segurança. É um investimento superior ao observado em países da Europa”, mencionou.

Montanaro frisou, entretanto, que há ainda a falsa sensação de segurança das empresas, até por desconhecimento da diversidade das ações criminosas.

Por outro lado, o excesso de cuidados pode prejudicar o relacionamento com o consumidor, tendendo para uma burocratização em processos eventualmente necessários. "O difícil é equilibrar o bom atendimento ao consumidor e a segurança de dados. É uma situação de resolução complicada”, afirmou o Sócio-Diretor da FX Soluções em Informática, Flavio Xandó.

O Diretor da NS Prevention Inteligência Cibernética levantou ainda outra questões, dessa vez relacionadas à segurança de dados em pagamentos no varejo, uma vez que a infraestrutura necessária para um ambiente virtual seguro demanda altos custos.

No varejo, os caixas têm concentrado inúmeros tipos de transações, desde compras pequenas de produtos, recargas de telefones celulares, até pagamentos de contas em valores altos. “Assim, o sistema, principalmente nos pequenos comércios, estão vulneráveis às fraudes e têm o desafio de implementar sistemas de proteção”, disse Montanaro.