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Imprensa

22/03/2015

Combustível e educação elevam custo de vida do paulistano

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São Paulo, 23 de março de 2015 - Em fevereiro, o Custo de Vida por Classe Social (CVCS), pesquisa feita mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) registrou elevação de 1,26%, em comparação ao mês de janeiro deste ano. Essa foi a maior aceleração mensal de preços da série histórica do índice. O acumulado no ano de 2015 e o acumulado nos últimos 12 meses também atingiram marcas máximas da série, com acréscimos de 2,48% e 6,95%.

Responsável por 30,2% do aumento geral do índice, o grupo Educação exerceu a maior pressão sobre os preços, encerrando o mês com alta de 6,39%, levemente menor que os 6,79% ocorridos em fevereiro de 2014. E representando 27,8% do total apurado, o segmento de Transportes exerceu a segunda maior influência, com aumento de 1,64% - trata-se do terceiro aumento consecutivo significativo: 1,87% em dezembro e 1,65% em janeiro. O grupo já acumulou nestes dois primeiros meses de 2015 alta de 3,32%. No mesmo período de 2014, o acúmulo era de apenas 0,43%. A classe B foi a mais impactada pela alta do custo de vida ao registrar variação de 1,48%. Entre todos os estratos sociais a classe B é que mais gasta com educação (9,9% do orçamento) e a segunda que mais gasta com transporte (23,3% do orçamento).

O Índice de Preços do Varejo (IPV), indicador que compõem a CVCS e mede a variação no preço dos produtos, avançou 1,21% em fevereiro - a maior alta registrada desde janeiro de 2013, quando atingiu 1,29%. No acumulado dos últimos 12 meses, houve elevação de 5,29%. O principal responsável pela elevação do indicador foi o grupo Transportes, com alta de 3,67%. Nesse grupo, a gasolina obteve a maior alta da série histórica (7,53%) na comparação mensal, já o etanol obteve uma variação positiva de 7,61%. Houve aumento também no preço do automóvel novo (2,9%) e óleo diesel (4,7%).

Já o Índice de Preços de Serviços (IPS), que também constitui a pesquisa, registrou elevação de 1,32% em fevereiro e 8,72% no acumulado em 12 meses. O grupo que mais contribuiu foi Educação, com alta de 6,82%. Entre os itens que compõem o grupo, cursos de idiomas tiveram a maior variação (13,5%). Na sequência, vieram ensino fundamental (9,3%), educação infantil (9,1%), ensino médio (8,8%), curso de informática (8,5%), ensino superior (5,1%) e curso técnico (5%).

A assessoria econômica da FecomercioSP considera que esse mês os preços dos produtos e serviços contribuíram de modo equilibrado com o aumento do CVCS.  O aumento da tributação sobre o combustível anunciado, em janeiro, pelo governo impactou significativamente e fez com que o produto fosse responsável por mais da metade da inflação no mês. Quanto ao IPS, como já era previsto, a maior influência veio dos reajustes de preços no grupo educação.

Metodologia
O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens de serviços e o IPV, 181 produtos de consumo.

As faixas de renda variam de acordo com os ganhos familiares: até R$ 976,58 (E); de R$ 976,59 a R$ 1.464,87 (D); de R$ 1.464,88 a R$ 7.324,33 (C); de R$ 7.324,34 a R$ 12.207,23 (B); e acima de R$ 12.207,24 (A). Esses valores foram atualizados pelo IPCA de janeiro de 2012. Para cada uma das cinco faixas de renda acompanhadas, os indicadores de preços resultam da soma das variações de preço de cada item, ponderadas de acordo com a participação desses produtos e serviços sobre o orçamento familiar.

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