Notamos que você possui
um ad-blocker ativo!

Para acessar todo o conteúdo dessa página (imagens, infográficos, tabelas), por favor, sugerimos que desabilite o recurso.

Imprensa

07/07/2014

Confiança de comerciantes cai 3,5% em junho

Indicador da FecomercioSP ficou mais próximo do pessimismo aos 101,1 pontos, pior patamar desde março de 2011

Ajustar texto: A+A-

São Paulo, 07 de julho de 2014 - Economia brasileira em crescimento acanhado e volume de vendas insatisfatório fizeram a confiança dos empresários do comércio paulistano cair pela quinta vez seguida em junho. O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (ICEC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), ficou em 101,1 pontos - ao recuar 3,5% em relação a maio. Com esse desempenho, atingindo o pior patamar desde março de 2011, quando a série de pesquisas foi iniciada, o indicador se aproxima de nível de percepção pessimista - abaixo de cem pontos.
 
A confiança dos comerciantes donos de empresas com mais de 50 empregados foi a que apresentou a maior queda, de 10,1% entre maio e junho, chegando aos 114,5 pontos. Ainda assim, continuou acima da verificada para os proprietários de pequenas e médias empresas, com até 50 funcionários, que recuou 3,4% no período aos 100,8 pontos.
 
De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, normalmente as grandes empresas demoram mais para demonstrar tendências pessimistas porque contam com mais instrumentos de proteção para atravessar períodos de crise. Entre esses instrumentos há linhas de crédito facilitadas, recursos em caixa e ativos. Mas, diante de um cenário complicado como o atual, com o processo de retração de consumo se alongando por quase três anos, até mesmo os empresários donos de grandes companhias reduzem o otimismo ao terem que ajustar suas perspectivas de contratação e de investimento.
 
O resultado negativo de junho para o ICEC foi provocado tanto pelo mau humor do comércio em relação ao momento atual quanto pela redução do otimismo sobre o futuro da economia. O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), por exemplo, foi aos 75,3 pontos, após queda de 4,1%. Já o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) recuou 4,8% para os 129,9 pontos.
 
Nota metodológica
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla as percepções do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas realizadas com 600 empresários na capital, em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que por sua vez pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.