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Imprensa

10/12/2015

Confiança dos empresários do varejo cai quase 30% em 12 meses, aponta FecomercioSP

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São Paulo, 11 de dezembro de 2015 - O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) apresentou estabilidade ao atingir novamente 72,8 pontos em novembro. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, registrou queda de 29,8%, principalmente por causa de grande insatisfação dos empresários do comércio varejista da região metropolitana de São Paulo em relação ao momento atual da economia.

O ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total) e é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 

Com relação à análise por porte da empresa, a desconfiança nas condições econômicas tem sido semelhante entre grandes e pequenos varejistas, evidenciando que a crise é generalizada. O ICEC das empresas com mais de 50 funcionários apresentou queda de 29,7% em relação ao mesmo período do ano passado; enquanto, na comparação mensal, passou de 76,3 pontos em outubro para 73,3 pontos em novembro.

Já para as empresas com até 50 empregados, a queda interanual foi de 29,8%, e o índice atingiu 72,8 pontos, ante 103,6 pontos em novembro de 2014. Na comparação mensal, o indicador ficou praticamente estável, com alta de apenas 0,1%. Para a Entidade, a tendência é que essa confiança permaneça baixa para ambos os portes.

O último trimestre do ano costuma ser um período de alta sazonal da confiança dos empresários, resultado das expectativas para as vendas de dezembro, o período mais importante do ano para o varejo. Neste ano, ao contrário do observado nos anteriores, o ICEC seguiu estável, reflexo da conjuntura desfavorável. Considerando que as outras datas comemorativas de 2015 resultaram em vendas abaixo do esperado e em excesso de estoques, bem como o cenário se deteriorou de lá para cá, a Federação não acredita que o Natal venha a apresentar resultados positivos a ponto de mudar a trajetória de queda da confiança dos empresários.

Indicadores

O ICEC é composto por três subíndices, e, em novembro, dois registraram alta na comparação com outubro - o que esclarece o congelamento do índice geral. O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) continua com sua trajetória decrescente, ao apresentar queda de 4,4%, passando de 35,1 pontos em outubro para 33,6 pontos em novembro, renovando assim a mínima histórica.

O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC), por sua vez, registrou uma leve alta de 0,4%, ao passar de 112,6 pontos em outubro para 113,1 pontos em novembro. O quesito que mais contribuiu para a evolução do índice foi o que mede a expectativa dos empresários em relação ao futuro das próprias empresas (Expectativa das Empresas Comerciais - EEC), que registrou alta de 1,1% ao passar de 132,6 pontos em outubro para 134 pontos em novembro.

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), que mede a propensão dos empresários em relação a novos investimentos, também apontou elevação (1,5%) e passou de 70,6 pontos em outubro para 71,6 pontos em novembro. Nesse caso, a maior influência no resultado das avaliações foi verificada no quesito que mede a intenção por novas contratações (Indicador de Contratação de Funcionários - IC), que registrava 75,1 pontos em outubro e subiu para 79,6 pontos em novembro. Embora o índice de investimento tenha melhorado na margem, ela ainda permanece na área do pessimismo e muito abaixo dos números registrados no mesmo mês do ano passado (-27,5%).

Para os assessores econômicos da FecomercioSP, é importante considerar que os meses de outubro e novembro contêm fortes componentes sazonais, pois se trata de um período em que são decididas e realizadas as estratégias de vendas para o fim do ano, como contratações de temporários, por exemplo.

Nota metodológica

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla as percepções do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas com 600 empresários na capital, em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que por sua vez pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.