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Negócios

31/08/2015

Custo das tarifas é o maior entrave de logística em SP, diz Marcelo Mouawad

Preços de produção e importação de petróleo são um dos maiores propulsores na cadeia de custos logísticos

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Custo das tarifas é o maior entrave de logística em SP, diz Marcelo Mouawad

Por Camila Garcia

O setor de logística é um dos mais estratégicos de uma empresa. Nele, estão inclusos planejamento, circulação e distribuição de produtos. E para enfrentar os desafios do atual cenário econômico, cada detalhe deste processo passa a ser fundamental nas estratégias de redução de custos. Estudo da Fundação Dom Cabral mostra que os gastos logísticos no Brasil consomem 11,19% da receita das empresas.

“Temos atenção especial com essa área, já que prejuízos podem provocar aumento de preços. A preocupação é uma constante, pois não queremos afetar nossos clientes”, diz Marcelo Mouawad, diretor comercial da Semaan Brinquedos.

No mercado há mais de 50 anos, a empresa representa 20 marcas dos segmentos de brinquedos. O Grupo conta com quatro lojas na capital paulista (duas na região do Pari e duas na 25 de Março), além do e-commerce e distribuidora, que atende todo o Sudeste, Sul e Centro-Oeste do País. Mensalmente, a Semaan realiza mais de mil entregas via distribuidora e e-commerce.

Custos

“Atuamos com empresas terceirizadas de logística e com os Correios para fazer nossas entregas. Nosso maior desafio é com o alto custo das tarifas rodoviárias. Muitas vezes, as cargas para a região Sul ficam mais baratas do que as que rodam pelo Estado de São Paulo. O tráfego de automóveis na capital é outro empecilho”, explica o diretor.

As deficiências dos demais modais (ferroviário e aéreo) aumentam a demanda pelo transporte rodoviário e o conduzem a uma situação de aumento significativo em seus valores. Cerca de 70% de todo o transporte de cargas e passageiros no País ocorre por meio do modal rodoviário.

“As tarifas no Brasil são 40% mais caras do que as cobradas em outros países, como Estados Unidos e Canadá. As corporações optam pelo transporte rodoviário porque é mais flexível e disponível, porém nem sempre é a melhor opção de negócios”, explica Mauro Roberto Schlüter, professor de Logística da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Os altos preços de produção e importação de derivados de petróleo e dos pedágios são os maiores propulsores na cadeia de custos logísticos.

Logística em São Paulo

Segundo dados da Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo, em outubro de 2014, passaram pela cidade 190 mil caminhões por dia. Destes, 76 mil trafegavam somente na área do centro expandido, ou seja, 40% do total. Enquanto isso, havia 80% de ociosidade no espaço das ruas e avenidas ao entorno do minianel viário (composto pelas marginais Tietê e Pinheiros, além das avenidas Salim Farah Maluf, Afonso d'Escragnolle Taunay, Bandeirantes, Juntas Provisórias, Presidente Tancredo Neves, Anhaia Melo e Complexo Viário Maria Maluf) durante a madrugada.

Pensando em conhecer a dinâmica de transporte da cidade, a FecomercioSP apoia o estudo inédito “Origem e Destino de Cargas de São Paulo”, realizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), com apoio da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e financiado pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).

A pesquisa coletará dados sobre a distribuição de cargas urbanas com o objetivo de entender a logística de cada setor econômico. Os dados também ajudarão na avaliação dos impactos de investimentos em infraestrutura e no desenvolvimento de políticas para mitigar congestionamentos e emissões de gases poluentes.

O empresário que desejar contribuir com o estudo deve enviar e-mail para od.cargas.sp@comapconsultoria.com.br ou ligar para (11) 3090-2472.

Os resultados serão divulgados em fevereiro de 2016. Para obter mais informações sobre a pesquisa, acesse aqui.