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Imprensa

30/06/2014

Custo de vida na Grande São Paulo permanece estável em maio

Variação de apenas 0,01% no mês passado confirma tendência de arrefecimento da inflação iniciada em março

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Custo de vida na Grande São Paulo permanece estável em maio

O custo de vida na região metropolitana de São Paulo (RMSP) permaneceu estável em maio, com variação de apenas 0,01%. A estabilidade da média dos preços de produtos e serviços, identificada em pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), reforça a tendência recente de desaceleração inflacionária. Em queda desde fevereiro, quando atingiu a marca de 1,05%, a inflação na Grande São Paulo passou, em março, para 0,91%, e em abril, para 0,46%. Ainda assim, no acumulado de 12 meses, o custo de vida apresentou alta de 6,08% e, neste ano, já teve crescimento de 2,98%.
 
O resultado de maio foi bastante impactado pelo comportamento dos preços dos grupos de habitação e de transportes, que apresentaram queda de 1,17% e 1,42%, respectivamente. Somados, esses dois segmentos representam pouco menos de dois quintos do total do indicador. Também contribuíram para segurar a inflação do mês passado a manutenção dos preços em comunicação e a leve alta dos preços em educação, de 0,05%. Em sentido contrário, impediram que houvesse deflação as altas dos preços de alimentação e bebidas (0,7%), de despesas pessoais (0,94%) e de vestuário (1,15%). Porém, os maiores vilões em maio foram os grupos de saúde e cuidados pessoais, com aumento de 1,21%, e de artigos de residência, cujos preços cresceram 1,5%.
 
De acordo com a assessoria econômica da Federação, é provável que nos próximos meses haja reversão da tendência de arrefecimento inflacionário, em razão da realização da Copa do Mundo, já que São Paulo é uma das cidades-sede, e também por causa do efeito estiagem, sobretudo devido à pressão exercida pela entressafra para proteínas animais no grupo de alimentos e bebidas.
 
Na análise por classe social, enquanto a população de maior renda sofreu com inflação, a de menor renda percebeu deflação no mês passado. Os preços de produtos e serviços aumentaram 0,35% e 0,19% para as classes A e B, respectivamente. Para a classe C, houve relativa estabilidade, com variação de -0,01%. No caso das famílias de classe D, o custo de vida caiu 0,32%, e para as de classe E houve diminuição dos preços médios em 0,31%.




 
Produtos e serviços
Os dois componentes do Custo de Vida por Classe Social (CVCS), da FecomercioSP, tiveram comportamentos distintos em maio. Enquanto o Índice de Preços do Varejo (IPV) cresceu 0,54%, o Índice de Preços de Serviços (IPS) recuou 0,55%.
 
Entre os grupos que fazem parte do IPV, apenas o de transportes apresentou baixa de preços no mês passado, de 0,57%. Todas as demais atividades registraram alta: alimentação e bebidas (0,46%); despesas pessoais (0,58%); educação (0,66%); habitação (0,81%); vestuário (1,15%); saúde e cuidados pessoais (1,41%); e artigos de residência (1,57%). O IPV acumulou elevação de 6,23% em 12 meses e teve crescimento de 3,85% em 2014.
 
Já entre os segmentos que formam o IPS, dois tiveram diminuições de preços em maio: habitação, com queda de 1,77% e transportes, com recuo de 2,92%. Educação e comunicação mantiveram, na média, preços inalterados. Dos quatro que apresentaram elevações, o grupo despesas pessoais foi o de variação mais significativa, com 1,13%, seguido pelo grupo das atividades de alimentação e bebidas (1,05%), saúde e cuidados pessoais (0,94%) e artigos de residência (0,46%). O IPS cresceu 5,9%, no acumulado de 12 meses e apresentou alta de 2,05% neste ano.