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Sustentabilidade

24/08/2017

FecomercioSP promove seminário sobre cenários e oportunidades da geração distribuída de energia

Evento, realizado em parceria com a fundação R20, teve como objetivo sensibilizar empresários sobre os benefícios da economia verde

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FecomercioSP promove seminário sobre cenários e oportunidades da geração distribuída de energia

Segunda parte do seminário abordou o panorama brasileiro da geração distribuída, modelos de negócios e cases de sucesso (Foto: TUTU)

Os cenários e as oportunidades para a geração distribuída de energia elétrica foram tema de um seminário que aconteceu na tarde desta quarta-feira (23), na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O evento “Eficiência Energética e Geração Distribuída” foi realizado por meio de uma parceria entre a Federação e a R20 – Regions of Climate Action, entidade criada pelo ex-governador do Estado americano da Califórnia Arnold Schwarzenegger.

Essa foi a primeira iniciativa da ação conjunta entre as entidades para sensibilizar o comércio, os serviços e a opinião pública sobre os benefícios da economia verde. Com mediação de Jorge Pinheiro Machado, diretor da R20 na América Latina, e de Patrícia Iglecias, do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP e superintendente de Gestão Ambiental da USP, o segundo painel do seminário, iniciado logo após o horário de almoço, contou com a apresentação do presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Carlos Evangelista, que expôs um panorama da geração distribuída no Brasil. Ele aproveitou a oportunidade para destacar as vantagens que os painéis fotovoltaicos proporcionam ao consumidor.

“Há uma série de benefícios, mas podemos enfatizar economia na fatura elétrica, geração no ponto de consumo, eficiência energética (redução de perdas), alta na competitividade, economia em investimentos de transmissão, utilização de fonte renovável, geração de empregos especializados e baixo impacto ambiental.  Aliás, o setor de energia renovável é um dos que mais cria empregos no mundo. E dentro desse segmento, o destaque fica por conta da área de instalação”, disse.

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Em seguida, foi a vez do diretor da Apolo Energia Renovável, Pedro Camanho; do diretor da WTS, Luis Serrano; e do presidente da Coober, Raphael Vale, falarem sobre os modelos de negócios para empresários que desejam adotar medidas sustentáveis de energia elétrica em suas empresas.

“Hoje a maior vantagem da geração distribuída é a redução de custos. No entanto, o maior impedimento para execução dos projetos no Brasil é o alto custo inicial. Por exemplo, uma pessoa da região de Campinas que tenha renda de R$ 5 mil por mês precisa investir cerca de R$ 400 mil para a instalação de um painel fotovoltaico. E no mercado, há poucas linhas de investimento de crédito”, explicou Camanho.

Na sequência, o presidente da CiBiogás, Rodrigo Galvão, detalhou as atividades desenvolvidas pela sua empresa. Ele disse que a instituição promove o desenvolvimento de projetos e políticas públicas ligadas a modelos de negócios sustentáveis, com o objetivo de incentivar a geração de energias elétrica, térmica e biocombustível por meio do biogás de uma maneira sustentável. Segundo o empresário, o agronegócio gera dejetos orgânicos que são a matéria-prima para a transformação do biogás. Quando os produtores rurais encaminham os dejetos para as usinas de geração de energia advinda do biogás, eles se beneficiam tanto com créditos na fatura de energia quanto com a produção de biofertilizantes, criando um círculo virtuoso.

A seguir, o diretor de Marketing, Sustentabilidade e Novos Negócios da BYD, Adalberto Maluf, e o diretor da EDP Soluções em Energia, Carlos Eduardo Fontoura, palestraram sobre geração solar.  "Embora existam desafios no Brasil, as coisas estão avançando. Já é possível comprar energia renovável, e logo o consumidor poderá escolher que tipo de energia ele vai comprar. Eu acredito muito na bateria para armazenamento. Temos grandes projetos nesse sentido que deram certo. Prefeitos e empresários, estão buscando soluções sustentáveis, enquanto o governo federal se preocupa com outros problemas", destacou Maluf.

O CEO da GreenYellow do Brasil, Pierre-Yves Mourgue, trouxe ainda cases de sucessode sua instituição, que financiou plantas fotovoltaicas das lojas da rede Assai localizadas no Mato Grosso e em Goiás. A empresa também subsidiou os painéis solares da loja Minuto Pão de Açúcar, em Campinas. “Com esses empreendimentos, as lojas se beneficiam de uma energia limpa e segura durante anos, usufruindo de um desconto mensal real na conta de energia. Ou seja, elas são capazes de gerar a sua própria energia de forma limpa e sustentável. A próxima unidade a receber os telhados fotovoltaicos será a de Londrina, no Paraná”, pontuou Mourgue.

Finalizando as palestras, o gerente geral de Novos Negócios da Acumuladores Moura, Egon Daxbacher, apresentou conteúdo sobre armazenamento de energia e sobre a reciclagem de cem por cento das baterias colocadas no mercado, independentemente da marca, a exemplo do sistema de Logística Reversa previsto no termo de compromisso celebrado entre a FecomercioSP, a Associação Brasileira de Baterias Automotivas e Industriais (Abrabat) e órgão ambientais do Estado de São Paulo.