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Negócios

11/11/2015

Melhor infraestrutura da loja virtual previne instabilidades na Black Friday

Estimativa é que sites recebam de 10 a 20 vezes mais acessos simultâneos

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Melhor infraestrutura da loja virtual previne instabilidades na Black Friday

Por Jamille Niero

Um dos impactos que a Black Friday certamente causará nas lojas virtuais é o aumento do número de acessos na data, programada para acontecer em 27 de novembro. Segundo dados da E-bit, apenas em 2014 as vendas da Black Friday representaram 20% de todo o faturamento do comércio eletrônico (R$ 5,9 bilhões) no período das vendas para o Natal, que considerou de 15 de novembro a 24 de dezembro.

“Haverá uma grande concentração de acessos aos sites em pouco tempo”, comenta o presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP, Pedro Guasti. Ele estima que no data as lojas virtuais podem ter de 10 a 20 vezes mais acessos simultâneos. “Para evitar que o site trave e as pessoas não finalizem o processo de compra, as empresas fazem vários investimentos: desde ampliar a banda larga para aguentar o tráfego até um escalonamento de servidores”, explica.

Entre os principais problemas na infraestrutura que a loja virtual pode ter durante a Black Friday estão indisponibilidade por excesso de banda consumida e/ou por alta quantidade de usuários e comportamento anormal devido à baixa resiliência da aplicação, destaca Eduardo Fontinelle, especialista em infraestrutura de redes da Gerencianet, empresa especializada em soluções de pagamentos.

Fontinelle aponta que preocupação importante com a loja virtual: a leveza do site. Grandes imagens, códigos extensos e uma grande quantidade de produtos podem gerar uma lentidão para carregar a página principal, por exemplo, prejudicando a percepção do cliente em relação à loja. “Tente enxugar a página inicial e reduzir ao máximo a quantidade de conteúdo. Uma dica é deixar somente os produtos em promoção na página inicial da loja e distribuir as imagens do site por datacenters estratégicos, deixando esta parte do conteúdo mais ‘próxima’ do usuário”, indica. Segundo o especialista em infraestrutura, a experiência do usuário será mais positiva, já que são as promoções que ele está procurando.

Ajuda da nuvem

Uma opção para o empresário do comércio eletrônico, principalmente os pequenos, que querem ampliar a capacidade do sistema apenas em determinados períodos, é adotar uma solução em nuvem, que permita escalabilidade. Este tipo de serviço é oferecido por empresas de cloud computing e identifica servidores com alto uso de recursos, disparando ações internas para balancear os acessos entre diversos outros servidores, diluindo a carga de forma automática. Ou seja, o sistema detecta automaticamente o aumento do volume de acessos e amplia o número de servidores usados pela loja virtual para virtual caso seja necessário para que o site não saia do ar.

“É como se tivessem 50 máquinas disponíveis e, quanto mais vendas acontecerem, mais o sistema aloca memória e HD para a loja virtual. A capacidade é usada conforme a demanda exigir e o lojista não precisa fazer nada antes. Uma vez contratada, a solução faz os ajustes automaticamente”, explica Fernando Montera Filho, CEO e co-fundador da Ecommet, fornecedora de plataformas de gestão para e-commerce.

Contudo, se o comerciante ainda não tem esse tipo de solução e pretende migrar para algo similar, o ideal é fazer com bastante antecedência, para evitar que ocorram problemas justamente durante a Black Friday. “É comum haver mudanças para alterar o template do site e oferecer promoções nos banners para a data. Mas mudanças estruturais exigem cuidado maior, já que precisam ser testadas e validadas”, observa Montera Filho.

Ele conta ainda que em 2014, metade das lojas virtuais clientes da Ecommet participaram da Black Friday. Neste ano, a previsão é que pelo menos 40% da base de clientes – que gira em torno de 1,2 mil – façam alguma ação na data.

Pagamentos
Para garantir que também não ocorram problemas na hora do pagamento, os especialistas consultados dão algumas dicas. Pedro Guasti sugere alterar a forma de recebimento, seja por meio da elasticidade de parcelamento ou antecipação de pagamento “para o comerciante ter capital de giro”. Vale ainda dar desconto para pagamento à vista no boleto ou permitir o parcelamento sem juros em até três vezes, por exemplo.

Também é possível contratar intermediadoras de pagamento online. São empresas que já têm convênios com diversas empresas, bancos e bandeiras. É possível também oferecer o parcelamento em mais de 10 vezes e receber o valor em uma única vez, de acordo com o contrato fechado com a intermediadora.