Sustentabilidade

04/04/2019

Migrar para o mercado livre de energia requer estudo de viabilidade; saiba o que fazer passo a passo

Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP ressalta ser essencial a análise de uma consultoria especializada no setor elétrico antes de a empresa optar pela saída do mercado cativo

Migrar para o mercado livre de energia requer estudo de viabilidade; saiba o que fazer passo a passo

Apoio se faz necessário porque, para realizar a migração do mercado regulado, é preciso pagar uma taxa para o órgão que regula o mercado livre, além de trocar o medidor de energia da empresa
(Arte: TUTU)

O setor elétrico brasileiro é complexo, e o melhor caminho para as empresas que pretendem contratar energia do mercado livre é se apoiar em uma consultoria especializada. O Conselho de Sustentabilidade da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) ressalta que somente com um estudo feito por uma empresa habilitada é possível analisar os reais benefícios da mudança do mercado cativo para o livre.

Apesar disso, alguns fatores devem ser levados em consideração antes de procurar uma consultoria, entre eles, saber qual a importância de energia para a operação da empresa, calcular o valor da energia com relação aos custos dos insumos e com a rentabilidade do negócio, analisar se o perfil de consumo é compatível com a do mercado livre (se a demanda da empresa é de, no mínimo, 500 kW) e avaliar se existe a capacidade de reduzir ou ampliar consumo e de implementar projetos de eficiência.

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A empresa especializada avalia o contrato atual do cliente e elabora o estudo de viabilidade para o mercado livre de energia e o planejamento de estratégias de contratação, interface com os órgãos do setor e relatórios customizados. Esse apoio se faz necessário porque, para realizar a migração do mercado regulado, é preciso pagar uma taxa de aproximadamente R$ 6 mil para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), órgão que regula o mercado livre, além de trocar o medidor de energia da empresa. O valor do novo equipamento pode variar entre R$ 20 mil e R$ 100 mil.

A rede de supermercados São Vicente e Arena Atacado, localizada no interior de São Paulo, trabalha com uma assessoria permanente que presta todo o suporte à companhia. Atualmente, as 21 lojas da rede estão no mercado livre de energia. Inclusive, mais duas unidades serão inauguradas neste ano, já nesse mercado.

“Quando chegamos à conclusão que a entrada no mercado livre poderia ser um bom negócio, contatamos algumas das gestoras e comercializadoras para analisar as propostas. Migramos primeiro as lojas com maior viabilidade, mas, seis meses depois, percebemos que a contratação de energia havia sido satisfatória em relação aos preços do mercado cativo, e a decisão de migração das demais lojas foi programada”, lembra o diretor de operações da rede, Maurício Cavicchiolli.

Além da redução de custo nas contas, Cavicchiolli aponta outros benefícios que aumentam as vantagens de integrar o mercado livre – como comprar energia de usinas eólicas –, garantindo a redução de emissões de CO2 e um certificado “verde” para as lojas.
“Acompanhamos constantemente o preço da energia e trabalhamos com até dois anos de antecedência. Mensalmente, analisamos o consumo das lojas, e a cada loja nova fazemos juntos com a assessoria especializada os estudos de curva de consumo para contratação, bem como revemos essas curvas a cada ano, dimensionando os contratos.”

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