Economia

20/12/2018

Parcela de consumidores que pretende comprar algum produto parcelado ou financiado cresce novamente em dezembro

Segundo a FecomercioSP, indicador também aponta que 32,6% dos paulistanos endividados declararam ter reserva financeira

Parcela de consumidores que pretende comprar algum produto parcelado ou financiado cresce novamente em dezembro

Entidade acredita que resultados podem ser atribuídos mais ao ganho de confiança após as eleições do que a fatos concretos
(Arte: TUTU)

A parcela de paulistanos que pretende comprar algum produto financiado ou parcelado subiu de novo em dezembro. É o que aponta o Índice de Intenção de Financiamento, um dos componentes da Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O indicador registrou alta de 18,3%, ao passar de 46,8 pontos em novembro para 55,3 pontos em dezembro. Isso significa que 26,9% dos paulistanos declararam ter a intenção de comprar um produto com pagamento parcelado ou financiado nos próximos três meses.

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A PRIE também apontou que 32,6% dos paulistanos endividados declararam ter reserva financeira em dezembro, ou seja, diante de um imprevisto no orçamento familiar, esses consumidores teriam condições de pagar, pelo menos, parte das dívidas. O índice de segurança de crédito dos endividados caiu 3,6%, de 67,7 pontos em novembro para 65,2 em dezembro.

O índice geral sofreu queda de 3,2%, de 82,2 pontos em novembro para 79,5 em dezembro. A segurança de crédito dos não endividados também registrou queda (-3%).

De acordo com a FecomercioSP, em dezembro, houve mais avanços na propensão ao consumo com base em tomada de novos empréstimos. A assessoria econômica da Entidade acredita que esses resultados podem ser atribuídos mais ao ganho de confiança após o resultado das eleições do que efetivamente a fatos concretos, visto que não ocorreu nada de diferente no ambiente de negócios.

Segundo a Federação, com relação à segurança de crédito, o indicador é, de forma geral, volátil, e após ter tido um resultado positivo em novembro, caiu em dezembro. Contudo, isso não é preocupante, porque provavelmente muita gente já usou ou pretende usar os recursos de suas poupanças para complementar as compras de fim de ano.

Aplicações
A poupança segue como a modalidade de aplicação preferida dos paulistanos – em dezembro, 55,2% escolheram essa opção de investimento. A preferência pela renda fixa passou de 21,8% em novembro para 19,5% em dezembro. A renda variável subiu para 5,1% em dezembro, ante os 4,2% registrados em novembro.