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Economia

14/12/2015

SP: Vendas caem 12,2% e registram a maior retração mensal desde 2008

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São Paulo, 15 de dezembro de 2015 - Em setembro, as vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo permaneceram em ritmo de queda, com o recuo de 12,2% na comparação com o mesmo mês de 2014. Foi a maior retração mensal desde que a pesquisa foi iniciada, em janeiro de 2008. No mês, o varejo paulista registrou o faturamento real de R$ 42,4 bilhões, o que representou uma perda de quase R$ 6 bilhões ante igual mês do ano passado. No ano, a queda já acumula 5,6%, outro recorde histórico negativo quando se leva em conta essa base de comparação.
 
Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).
 
De acordo com a assessoria econômica da Entidade, o ciclo econômico recessivo tem influenciado de forma negativa o comércio varejista desde o ano passado, porém, a crise é cada vez mais profunda, com recuos expressivos nunca antes registrados.
 
Segundo a FecomercioSP, pelo terceiro mês seguido as 16 regiões do Estado de São Paulo apresentaram queda geral nas vendas, o que indica, mais uma vez, a generalização e o agravamento do ciclo recessivo do comércio paulista.
 
Oito das nove atividades em setembro apresentaram recuo do faturamento, sendo os mais expressivos vistos em lojas de vestuário, tecidos e calçados (-24,2% e impacto de -2,1 pontos porcentuais); concessionárias de veículos (-22%, com -3 p.p.) e materiais de construção (-22% e -1,8 p.p. de contribuição).
 
Somente o setor de supermercados (4,6%) apresentou crescimento e contribuiu com 1,3 p.p. para amenizar a queda geral do varejo.

 

Expectativa
Para a Federação, o resultado das vendas do comércio em setembro indicaram a continuidade e o agravamento da conjuntura do varejo. Nem mesmo o consumo de bens essenciais pôde alavancar os números finais do comércio no mês.
 
Com a deterioração dos principais determinantes do consumo (como emprego, renda e crédito), debilitando a confiança para investir e para comprar, a FecomercioSP alerta que não há sinais de recuperação do comércio paulista em 2016, com a previsão de possíveis novas e expressivas quedas.
 
Varejo paulistano
Assim como no resultado estadual, em setembro, o comércio varejista da capital paulista registrou queda - de 11,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. As vendas do comércio da cidade de São Paulo atingiram o faturamento de R$ 13,2 bilhões, R$ 1,7 bilhão abaixo da receita registrada em setembro de 2014. No acumulado de 2015, a retração foi de 3,6%.
 
Das atividades analisadas, oito tiveram redução de vendas, sendo que três delas ultrapassaram os dois dígitos: lojas de vestuário, tecidos e calçados (-26,8%); materiais de construção (-24,5%.); e outras atividades (-20,2%). Somados, os três segmentos pressionaram negativamente o resultado geral em 8,6 pontos porcentuais. O único setor que apresentou desempenho positivo foi o de supermercados, com crescimento de 3,7% e contribuição de 1 ponto porcentual.
 
De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, permanece na capital uma nítida tendência de queda nos segmentos de bens duráveis, em razão da baixa confiança, dos juros elevados e da escassez de crédito. Com o aumento do desemprego, a queda na renda e a inflação elevada, a Federação estima continuidade do ciclo recessivo para este último trimestre do ano, com queda de 5% no movimento anual na capital em 2015 e provável manutenção do baixo desempenho em 2016.
 
Nota metodológica
A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
 
As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).
 
Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.