Notamos que você possui
um ad-blocker ativo!

Para acessar todo o conteúdo dessa página (imagens, infográficos, tabelas), por favor, sugerimos que desabilite o recurso.

Economia

Varejo paulista espera alta tímida, de 0,7% em agosto, com vendas do Dia dos Pais

Endividamento em alta e juros elevados vão segurar o consumo das famílias neste ano; farmácias e lojas de roupas vão encabeçar a perspectiva positiva para a data

Ajustar texto A+A-

Varejo paulista espera alta tímida, de 0,7% em agosto, com vendas do Dia dos Pais
Dentre os segmentos mais afetados pelo Dia dos Pais, dois esperam alcançar números positivos nessa data: farmácias e perfumarias

Os segmentos do varejo mais afetados pelo Dia dos Pais vão faturar mais em 2026, mas de forma tímida, diz a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)A alta do setor no Estado de São Paulo será de 0,7% no mês de agosto, com receita maior em R$ 567 milhões em relação ao mesmo período do ano passado [tabela 1].  

[TABELA 1]

Projeções de faturamento do varejo paulista em agosto de 2026

Fonte: FecomercioSP

Não se trata, porém, de uma notícia ruim, e por dois motivos.  

O primeiro é que a conjuntura econômica atual não é das melhores. O porcentual de famílias endividadas segue alto (74,8% de lares tinham dívidas ativas em São Paulo em julho, segundo a PEIC, da FecomercioSP), sem contar os juros elevados e ainda a pressão dos preços, que deve ficar mais forte a partir de agora. Ainda que haja o respiro do mercado de trabalho aquecido, o contexto tende a fazer as pessoas retraírem o consumo. 

O segundo é a base estatística de comparação. Desde a pandemia, segmentos do varejo têm experimentado crescimento quase ininterrupto de faturamento, dos quais alguns chegaram a bater recordes de receitas em 2025.  

Farmácias e lojas de roupas com expectativas altas

Dentre os segmentos mais afetados pelo Dia dos Pais, dois esperam alcançar números positivos nessa data: farmácias e perfumarias, que devem faturar 3,7% a mais do que em agosto do ano passado; e as lojas de roupas (alta de 1,7%). 

Isso acontece porque o evento tem se tornado um momento de priorizar o que o mercado chama de “autocuidado”, com ênfase na beleza — e daí a demanda pelas roupas e pelos cosméticos.  

Bens duráveis — como móveis e decoração (queda de 1,3%) e eletroeletrônicos (retração de 0,8%) — terão desempenhos piores justamente pelo contexto. Para muitos consumidores, entrar em outra nova dívida, ainda que de curta duração, é praticamente impossível.  

Para o varejo, de qualquer forma, o Dia dos Pais é fundamental para alavancar as vendas. O Panorama do Comércio de agosto, um boletim mensal produzido pela Federação, tem dicas de como se preparar para todas essas mudanças do comportamento do consumidor que, no limite, funcionam para a data. Acesse!

Panorama do Comércio


Inscreva-se para receber a newsletter e conteúdos relacionados

* Veja como nós tratamos os seus dados pessoais em nosso Aviso Externo de Privacidade.
Fechar (X)