Negócios

13/06/2017

Atacado paulista volta a gerar empregos em abril e estoque de funcionários alcança 491.721 trabalhadores

Segundo pesquisa da Entidade, Capital paulista apresentou estabilidade no estoque de funcionários em relação a abril de 2016 após série de quedas consecutivas

Atacado paulista volta a gerar empregos em abril e estoque de funcionários alcança 491.721 trabalhadores

Com 13.360 admissões e 12.784 desligamentos, o atacado paulista encerrou abril com 491.721 trabalhadores ativos, leve queda de 0,4% na comparação com o mesmo mês de 2016
(Arte/TUTU)

Os sinais de recuperação da economia e as perspectivas de dias melhores para as vendas do varejo tiveram efeitos positivos sobre o setor atacadista do Estado de São Paulo, que voltou a abrir postos de trabalho em abril, após a eliminação de 70 vagas em março. No quarto mês deste ano, foram criados 576 empregos formais, resultado de 13.360 admissões e 12.784 desligamentos. Com isso, o atacado paulista encerrou abril com 491.721 trabalhadores ativos, leve queda de 0,4% na comparação com o mesmo mês de 2016 - a retração mais amena do mercado de trabalho do atacado paulista na comparação interanual dos últimos 13 meses. No acumulado dos últimos 12 meses, houve a eliminação de 2.029 empregos ante os 20.088 perdidos no mesmo período de 2016.

Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentação declaradas pelas empresas do atacado paulista. As informações mostram o nível de emprego do comércio atacadista em 16 regiões e dez ramos de atividade. A FecomercioSP passou a acompanhar tais dados em fevereiro de 2016.

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Das dez atividades pesquisadas em abril, cinco apresentaram redução no estoque de empregos na comparação com o mesmo mês de 2016, com destaque para materiais de construção, madeira e ferramentas (-3%), eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (-2,9%) e máquinas de uso comercial e industrial (-2,2%).

Em contrapartida, os únicos segmentos que apresentaram crescimento no estoque de empregos na mesma base comparativa foram os de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (2,6%), energia e combustíveis (1,2%) e alimentos e bebidas (0,5%). A atividade de papel, resíduos, sucatas e metais registrou estabilidade.

Entre as 16 regiões analisadas, nove apresentaram saldo positivo de empregos em abril, com destaque para a Capital (221 vagas), Campinas (179) e Jundiaí (107). O mercado de trabalho atacadista teve desempenho negativo nas regiões de Taubaté (-64 vagas), Araraquara (-46) e Marília (-41).

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o mercado de trabalho do comércio atacadista do Estado de São Paulo tem mostrado um cenário de estabilidade. Independente de perdas ou ganhos de vagas, o que se observa são saldos pequenos, ou seja, números bastante próximos de admissões e desligamentos. Este estancamento se dá, segundo a Federação, por um esgotamento do setor em seu processo de enxugamento do quadro funcional e pela melhoria, ainda que tímida, das vendas do varejo. Adicionalmente, a Entidade aponta que as expectativas de melhoras nas receitas de vendas do comércio varejista para o segundo semestre também têm impactado nas decisões de atacadistas em, ao menos, manter seu número atual de trabalhadores.

Atacado paulistano
O comércio atacadista da cidade de São Paulo criou 221 empregos em abril, resultado de 5.148 admissões contra 4.927 desligamentos. Com isso, a ocupação formal atingiu 205.342 empregados. Já o saldo acumulado dos 12 meses ficou negativo em apenas 36 empregos, o que levou a uma estabilidade no estoque total de trabalhadores na comparação com abril de 2016.

Entre as dez atividades analisadas, seis apresentaram saldo positivo de funcionários em abril, com destaque para os segmentos de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (149 vagas), máquinas de uso comercial e industrial (82) e tecidos, vestuário e calçados (72).

Por outro lado, as atividades atacadistas de eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (-73 vagas), alimentos e bebidas (-36) e materiais de construção, madeira e ferramentas (-31).