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CEEP: ambiente econômico e embates políticos revelam o que o ano reserva ao País; ouça a análise no podcast!

Gravação ainda analisa o cenário global para commodities, mas alerta para o risco de aumento de juros nos Estados Unidos

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CEEP: ambiente econômico e embates políticos revelam o que o ano reserva ao País; ouça a análise no podcast!
Há uma certa melhora das condições econômicas para os países emergentes, registrada em vários dados no fim do ano passado (Arte: TUTU)

A economia brasileira perderá fôlego em 2023? Já há sinais preocupantes de embates entre Executivo e Legislativo? O cenário econômico global demonstra algum otimismo que possa beneficiar o País? Estas foram três das questões levantadas no primeiro podcast do ano do Conselho de Economia Empresarial e Política (CEEP), da Federação do Comércio Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Confira os destaques, a seguir, e ouça a gravação!

Economia

Na análise mensal, Antonio Lanzana, copresidente do CEEP, explica que, apesar do bom desempenho em 2022, o Produto Interno Bruto (PIB) desacelera na avaliação trimestral, fato que deve se repetir em 2023, apontando crescimento próximo a 1%. “A queda de dinamismo reflete o efeito de juros defasados impactando o nível de atividade”, pondera. “Temos, também, um nível elevado de inadimplência do consumidor e uma perda de performance das exportações graças ao menor crescimento da economia global.”

Lanzana ainda comenta os debates em torno da meta da inflação. “Inflação baixa é uma forma de favorecer os mais pobres, que perdem com o processo inflacionário. Neste momento, há uma relação direta entre as políticas fiscal e monetária na condução da política econômica brasileira. Quanto mais expansionista for a política fiscal, maior terá de ser a taxa de juros.”

Política

No campo da política, o também copresidente do conselho, Paulo Delgado, analisa os diversos fatores que devem intermediar a relação entre governo e Congresso, diante dos planos de mudanças constitucionais que o Executivo terá que defender para viabilizar projetos. “O governo não terá tranquilidade para a votação de suas principais propostas, uma vez que, se a Câmara vier a vetar o projeto, o Executivo não teria maioria para contornar o entrave.” Diante disso, avalia, o governo precisa moderar o “tom da linguagem” e compreender a forte oposição social que existe em torno do partido do presidente e do campo político que representa.

Delgado pondera, ainda, que a agenda do governo já começa carregada de agendas anteriores, como a Reforma Tributária, e com quase 30 Medidas Provisórias (MPs) em análise. “Isso irá transferir para as mesas da Câmara e do Senado as lideranças dos principais embates entre governo e oposição.”

Internacional

Há uma certa melhora das condições econômicas para os países emergentes, registrada em vários dados no fim do ano passado, afirma o economista André Sacconato. Uma destas informações é a abertura da China quanto à política de “covid zero” – quarentena quase que absoluta, uma das mais rigorosas do mundo. “A China ‘emprestará’ crescimento ao mundo, mais precisamente aos emergentes, baseados em commodities.” Além disso, a queda do PIB em nível global, deve ser menor do que se pensava, influenciando positivamente as commodities e os fluxos de capitais.

Em relação aos riscos existentes às nações emergentes, Sacconato enfatiza que os índices estadunidenses recentes de preços ao consumidor e de crescimento do varejo vieram fortes, em razão do mercado de trabalho fortalecido no país. “Atualmente, são 5 milhões de desempregados para 10 milhões de vagas de emprego abertas. Se os juros dos Estados Unidos tiverem de ser aumentados, isso fará com que dólares saiam do Brasil, e o trabalho do nosso Banco Central (Bacen) terá de ser mais rígido”, conclui.

O programa também está disponível no Spotify e no Apple Podcasts.

Conheça mais sobre o Conselho de Economia Empresarial e Política.

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