Economia

22/12/2017

Crescimento econômico do Brasil depende da formação do Congresso, diz Roberto Setúbal

O banqueiro e ex-presidente do Banco Itaú acredita que o País crescerá entre 2% e 3% ao ano se não forem feitas reformas importantes na economia

Crescimento econômico do Brasil depende da formação do Congresso, diz Roberto Setúbal

Setúbal fala da importância do Congresso Nacional na tomada de decisões e diz que Poder Legislativo é conservador
(Foto: Christian Parente/TUTU)

O País deve apresentar um crescimento econômico medíocre, entre 2% e 3% ao ano, se não forem feitas reformas importantes na economia, segundo análise feita pelo banqueiro, filantropo e copresidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal, ao UM BRASIL. Em entrevista a Thais Herédia, ele afirma que sem essas reformas não haverá melhora no quadro, e tudo dependerá das próximas eleições.

Setúbal frisa que as mudanças dependem não apenas do futuro presidente, mas do Congresso Nacional, que na equação decide por metade das tomadas de decisão. “O presidente pode ter a iniciativa de querer fazer, mas se não tiver um Congresso que o apoie, a gente não vai ver as reformas acontecendo”, diz.

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Para Setúbal, o Congresso Nacional é relativamente conservador e nunca faz as reformas de forma completa, prejudicando o crescimento econômico. “Acho que a gente acaba ficando no meio do caminho sempre. O Brasil vai melhorando, mas em um passo mais lento do que a gente gostaria”, afirma.

O banqueiro afirma que as eleições de 2018 não serão conturbadas como as de 2002, quando Lula foi eleito presidente pela primeira vez. Ele acredita que o País está mais forte institucionalmente e com mais reservas econômicas para impedir que a política reflita de forma tão negativa na economia. “O Brasil nunca é tão bom como a gente gostaria que fosse e também não é ruim como às vezes a gente vê muita gente pregando”, conclui.

A entrevista é uma parceria entre o UM BRASIL e o Brazil Forum UK, uma conferência anual organizada por estudantes brasileiros de pós-graduação de universidades do Reino Unido, como a Universidade de Oxford, a LSE, o King’s College, entre outras.

Acompanhe a entrevista completa: