Economia

23/01/2018

David Friedman defende sociedade sem Estado em entrevista ao UM BRASIL

O professor de Direito da Santa Clara University afirma que o mundo online iria se desenvolver sem a intervenção do governo

David Friedman defende sociedade sem Estado em entrevista ao UM BRASIL

Friedman também discute os impactos das novas tecnologias no futuro
(Foto: Christian Parente)

O físico, economista e professor de Direito da Santa Clara University, David Friedman, defende em entrevista ao UM BRASIL uma organização econômica e social sem a presença do Estado. A entrevista é resultado de parceria entre o canal e o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (CMLE). 

Na conversa com o presidente do Instituto Mises Brasil, Helio Beltrão, Friedman lembra de sociedades mais primitivas que operavam bem e sem governo, como o norte da Somália e os índios Comanche. Ele cita ainda o caso da Islândia, na era das Sagas, que tinha uma legislação, mas não havia um braço executivo do governo que aplicasse essas leis. “Existem vários exemplos de sociedades que funcionaram sem o que chamamos de ‘governo’. Não sabemos se isso funcionaria no mundo de hoje porque nunca fizemos esse experimento”, diz.

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Friedman também discute os impactos das novas tecnologias no futuro e destaca que as tecnologias podem ser usadas para nos beneficiar ou prejudicar. “A tecnologia em si é neutra. Uma faca não é boa nem má. Eu uso uma faca para cortar o meu pão e a mesma faca pode ser usada por outra pessoa para cortar o meu pescoço. Então, não é culpa da faca. A tecnologia pode fazer os dois”, explica Friedman.

Considerado um dos principais expoentes do chamado “anarcocapitalismo”, Friedman se diz favorável aos acordos particulares. O especialista acredita que o mundo online se desenvolveria bem mesmo sem a intervenção do governo e aponta que algumas empresas já vivem essa realidade.

Ele dá como exemplo a política de feedback praticada pelo eBay, empresa norte-americana de comércio eletrônico. Caso o vendedor engane o comprador e não entregue o produto combinado, o usuário avalia de forma negativa a reputação dele e este fica impedido de usar o site novamente por muito tempo. “Muitas coisas que cabiam ao governo hoje são feitas em particular”, diz.

Acompanhe a entrevista completa: